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Ameaça terrorista: Luís Neves admite falha em aviso ao gabinete do PM

Luís Neves admite falha de comunicação entre autoridades ao não avisar o gabinete do primeiro-ministro sobre a ameaça do grupo extremista MAL, após a operação Desarme 3D

Luís Neves assumiu a tutela do Ministério da Administração Interna em Fevereiro deste ano e discursou este sábado no congresso do PSD
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  • Luís Neves, ministro da Administração Interna, era director-nacional da Polícia Judiciária quando foram detidos, em Junho do ano passado, seis membros do Movimento Armilar Lusitano na operação Desarme 3D.
  • O ministro admite que houve uma falha de comunicação ao não avisar o gabinete do primeiro-ministro sobre a ameaça de ataque com granada à casa da família de Luís Montenegro.
  • Diz que a comunicação deveria ter sido diferente, especialmente em matérias de Estado, pois não faz sentido informar pessoas pela via da comunicação social.
  • Perícias informáticas em telemóveis e computadores mostraram conversas encriptadas em Signal, Telegram e WhatsApp, relacionadas com planos de ataque ao primeiro-ministro e ao Parlamento.
  • O Ministério Público acusa nove membros do MAL de terrorismo; Neves elogia o trabalho de investigação e a desarticulação da estrutura criminosa, embora sublinhe a necessidade de melhor comunicação em situações futuras.

O grupo de extrema-direita MAL foi alvo de uma operação da Polícia Judiciária, designada Desarme 3D, em junho de 2025. Numa ação conjunta, foram detidas seis pessoas ligadas ao colectivo, em Lisboa e áreas metropolitanas, com a apreensão de explosivos, armas brancas e de fogo, bem como materiais para fabrico de armas em impressoras 3D.

O atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, que liderava a PJ na altura, reconhece uma falha na comunicação com o gabinete do Primeiro-Ministro. Dizia que, em questões de Estado, não faz sentido informar apenas pela via mediática e que a comunicação poderia ter sido diferente.

Neves destacou que, com o evoluir da investigação, surgiram novos elementos via perícias informáticas. Foram analisados computadores e telemóveis, revelando conversas em plataformas como Signal, Telegram e WhatsApp. Um dos líderes era antigo chefe da PSP que operava na esfera municipal de Lisboa.

Desdobramentos

A partir de uma lista de indesejáveis com mais de 150 nomes, ficou claro que os suspeitos ponderavam atacar a casa do Primeiro-Ministro e invadir o Parlamento, notícia que pode ter exigido uma abordagem institucional mais direta. A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, disse ter tratado o assunto com o Ministério Público e a PJ.

No balanço público, Neves afirma que a estrutura criminosa foi desmantelada e que a comunicação, embora necessária, não foi adequada. Questionado sobre ações após a divulgação do caso, refere que já não tutela investigações criminais e respeita o papel das autoridades competentes.

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