- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças norte‑americanas eliminaram o líder do Tren de Aragua, Hector Guerrero Flores, também conhecido por Niño Guerrero.
- Trump disse, numa publicação na Truth Social, que houve um ataque cinético rápido e letal, acompanhado de um vídeo de explosão.
- O ataque ocorreu no início desta semana e visou um complexo do Tren de Aragua na Venezuela, segundo Pete Hegseth.
- O Tren de Aragua é descrito pelo Centro Nacional de Contraterrorismo (NCTC) como uma rede transnacional de gangues com origem na prisão de Tocorón, na Venezuela, com entre dois mil e cinco mil membros.
- Flores já era acusado em Manhattan, em dezembro, de ordenar e facilitar atos de terrorismo; o Departamento de Estado oferecia uma recompensa de até cinco milhões de dólares por informações para a sua detenção.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as forças norte-americanas realizaram uma operação para eliminar o líder do grupo Tren de Aragua, descrito como uma das organizações terroristas mais sanguinárias. A ação, segundo Trump, foi um ataque cinético rápido e letal.
Trump usou a Truth Social para anunciar a suposta eliminação de Hector Guerrero Flores, também conhecido como Niño Guerrero, líder e cofundador do grupo. Um vídeo curto acompanha a mensagem, mostrando um edifício a ser atingido.
O ataque, segundo o secretário da Guerra dos EUA, ocorreu no início desta semana e teve como alvo um complexo do Tren de Aragua na Venezuela. As forças americanas atuaram em cooperação com as autoridades venezuelanas.
O Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA descreve o Tren de Aragua como uma rede criminosa transnacional, originária da prisão de Tocorón, na Venezuela, com entre 2500 e 5000 membros. Está envolvido em raptos, extorsão e tráfico de pessoas e droga.
Desde fevereiro de 2025, o grupo é classificado como organização terrorista estrangeira pelos EUA. Em dezembro, Flores foi alvo de acusações federais em Manhattan, incluindo ordenar atos de terrorismo.
O Departamento de Estado ofereceu uma recompensa de até 5 milhões de dólares por informações que levassem à detenção de Flores. O procurador Jay Clayton afirmou que Flores era o cérebro por detrás do crescimento do Tren de Aragua.
O agente especial da DEA, Louis D’Ambrosio, descreveu Flores como gestor de um sindicato criminoso multinacional, com operações de branqueamento, tráfico de droga, venda de armas e ações terroristas.
Detalhes do ataque e desdobramentos
Segundo as autoridades, as ações ocorreram com cooperação de forças venezuelanas. A confirmação oficial permanece às reticências, uma vez que os EUA não divulgaram evidências adicionais publicamente.
Especialistas destacam que a eliminação de um líder pode ter impactos significativos na rede criminosa, embora o grupo tenha estruturas para manter operações mesmo sem um líder central.
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