- A PSP intercetou, junto às instalações de carga do Aeroporto Humberto Delgado, duas carrinhas com 389.058 gramas de prata, avaliadas em cerca de 700 mil euros, sem documentação de origem.
- Os dois motoristas foram detidos, constituídos arguidos e ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência.
- A operação teve origem em denúncias de transporte ilegal de valores e ocorreu durante fiscalização a veículos de carga, no aeroporto.
- A transportadora não possuía o alvará necessário para o transporte de valores; a prata e as carrinhas foram apreendidas, entregues aos fiéis depositários.
- A PSP investiga a origem e o destino dos metais preciosos, com diligências em curso e comunicação do caso ao Ministério Público e à Polícia Judiciária; houve cooperação entre várias unidades da PSP.
A PSP intercetou, junto ao Aeroporto Humberto Delgado, duas carrinhas que transportavam perto de 400 quilos de prata. O valor estimado dos metais é de cerca de 700 mil euros. Os motoristas foram constituídos arguidos, por suspeita de transporte de valores sem documentação.
A investigação decorre do Departamento de Segurança Privada da PSP, após várias denúncias de transporte irregular de valores. Na terça-feira, as carrinhas foram intercetadas junto às instalações de carga, com destino a um Estado-Membro da União Europeia.
A fiscalização confirmou que a empresa transportadora não possuía o alvará necessário para aquele tipo de operação. Foram detidos os dois condutores e apreendidas as duas carrinhas, bem como 389.058 gramas de prata.
Foi verificada a ausência de documentação que comprove a origem dos metais preciosos, cuja saída seria para o mercado internacional. Durante a ação, também se detectou a utilização de sacos e lacres de empresas de segurança licenciadas.
A PSP procedeu à apreensão cautelar do material e das viaturas, entregando-os aos fiéis depositários. Conduzem diligências para esclarecer a origem dos metais e o real destino pretendido.
Os condutores ficaram sujeitos a Termo de Identidade e Residência e foram notificados para comparecer perante a autoridade judiciária competente. Os factos foram comunicados ao Ministério Público e à Polícia Judiciária.
A PSP sublinha a colaboração da Divisão de Trânsito de Lisboa, cuja intervenção garantiu a interceção, e realça o apoio da Divisão de Investigação Criminal e do Departamento de Investigação Criminal na recolha e preservação da prova.
Relembram que o transporte de valores é regulado e só pode ser exercido por entidades licenciadas. As empresas que contratem este serviço devem verificar previamente a autorização dos operadores através da informação disponível pela PSP.
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