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Bispo moçambicano assassinado a tiro; suspeitos em fuga

Bispo da Diocese de Quelimane morto a tiro na residência episcopal; suspeitos fugiram e a investigação procura identificar os autores

Osório Citora Afonso tinha 54 anos
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  • O bispo da Diocese de Quelimane, Osório Citora Afonso, foi morto a tiro na madrugada deste sábado, na residência episcopal em Quelimane, província da Zambézia.
  • Os suspeitos conseguiram fugir; teriam escalado o muro da residência, vandalizado o sistema de segurança e usado uma arma de assalto tipo AK-M.
  • O bispo, de 54 anos, foi atingido no peito junto ao coração; as investigações estão em curso e ainda não há detidos.
  • Reações chegaram de várias entidades: a Agência de Informação de Moçambique (AIM), a Lusa e o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) reportaram as informações iniciais e as circunstâncias investigadas.
  • Osório Citora Afonso exercia funções como bispo de Quelimane desde agosto de 2025 e, desde abril, era administrador interino da Arquidiocese da Beira; nasceu a 6 de maio de 1972 em Ribáuè.

O bispo de Quelimane, Osório Citora Afonso, foi morto a tiro durante a madrugada na residência episcopal da diocese, em Quelimane, na província da Zambézia. As autoridades investigam o caso e ainda não há detidos.

Segundo a AIM, o religioso, com 54 anos, foi alvejado no Paço Episcopal de Quelimane, e os responsáveis pela investigação trabalham para identificar os suspeitos, que escaparam. A Lusa adianta que o crime envolveu forçar o muro da casa e danos no sistema de segurança.

O Sernic revelou que o disparo terá ocorrido junto ao peito, perto do coração, e que as investigações ainda estão em curso, sem divulgação de mais detalhes. A Polícia da República de Moçambique indicou que periciais descrevem o sucedido, sem esclarecer motivações.

Antes de confirmar o homicídio, a Polícia esteve a efetuar perícias para apurar as causas. A porta-voz Belarmina Muija afirmou que esclarecimentos adicionais seriam prestados posteriormente.

Daniel Chapo reagiu, sublinhando pesar pela perda e a considerar irreparável para a sociedade moçambicana. O presidente do país destacou o percurso de Osório Citora Afonso, marcado pela humildade e pela promoção da paz.

Venâncio Mondlane também se manifestou, classificando o ato como brutal assassinato e apontando impactos para os valores de paz e reconciliação em Moçambique. A agência portuguesa cita o posicionamento do antigo candidato presidencial.

O presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Inácio Saúre, apelou à serenidade dos fiéis e pediu que se aguardem esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias do caso. Osório Citora Afonso integrava o Instituto Missionário da Consolata e era bispo de Quelimane desde agosto de 2025.

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