O bispo de Quelimane, Osório Citora Afonso, foi morto a tiro durante a madrugada na residência episcopal da diocese, em Quelimane, na província da Zambézia. As autoridades investigam o caso e ainda não há detidos.
Segundo a AIM, o religioso, com 54 anos, foi alvejado no Paço Episcopal de Quelimane, e os responsáveis pela investigação trabalham para identificar os suspeitos, que escaparam. A Lusa adianta que o crime envolveu forçar o muro da casa e danos no sistema de segurança.
O Sernic revelou que o disparo terá ocorrido junto ao peito, perto do coração, e que as investigações ainda estão em curso, sem divulgação de mais detalhes. A Polícia da República de Moçambique indicou que periciais descrevem o sucedido, sem esclarecer motivações.
Antes de confirmar o homicídio, a Polícia esteve a efetuar perícias para apurar as causas. A porta-voz Belarmina Muija afirmou que esclarecimentos adicionais seriam prestados posteriormente.
Daniel Chapo reagiu, sublinhando pesar pela perda e a considerar irreparável para a sociedade moçambicana. O presidente do país destacou o percurso de Osório Citora Afonso, marcado pela humildade e pela promoção da paz.
Venâncio Mondlane também se manifestou, classificando o ato como brutal assassinato e apontando impactos para os valores de paz e reconciliação em Moçambique. A agência portuguesa cita o posicionamento do antigo candidato presidencial.
O presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Inácio Saúre, apelou à serenidade dos fiéis e pediu que se aguardem esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias do caso. Osório Citora Afonso integrava o Instituto Missionário da Consolata e era bispo de Quelimane desde agosto de 2025.
Entre na conversa da comunidade