- O comandante sub-regional do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, disse no parlamento que desconhece negócios ilícitos associados aos incêndios rurais e que se foca principalmente na operação.
- Reiterou que não tem qualquer indicação de atividade ilícita e que não tem tempo para investigar esse aspeto, estando a prioridade na resposta operacional.
- Entre janeiro e maio, o território de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar registou 265 ocorrências que consumiram 3.494 hectares.
- Em 2025, houve 577 ocorrências no Alto Tâmega e Barroso, com 9.883 hectares ardidos e mobilizados 15.733 operacionais, 3.998 meios terrestres e 573 apoios aéreos.
- Mota explicou a organização por sub-regiões e afirmou que, quando há muitas ocorrências, há reforços sem mexer no dispositivo existente; também destacou a falta de operacionais na sala de comunicações e a dependência dos corpos de bombeiros.
O comandante sub-regional do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, afirmou ao parlamento que desconhece negócios ilícitos associados aos incêndios rurais e que tem mantido o foco na vertente operacional. Reiterou que não identifica indícios que levantem suspeitas de favorecimentos.
Questionado pelos deputados na Comissão Parlamentar de Inquérito, Mota insistiu que não tem conhecimento de qualquer situação irregular e que a investigação não é a sua prioridade dentro das funções executivas. Enfatizou que a disponibilidade de meios é garantida para as operações.
O responsável acrescentou que, quando é necessário, os meios chegam para apoiar as operações, sem que a origem dos recursos seja a preocupação central. Afirmou que, se há mais atividade, é natural que haja mais despesas.
Contexto regional
Mota apresentou um balanço dos incêndios no Alto Tâmega e Barroso, que abrange Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, com 11 corporações de bombeiros.
Entre janeiro e maio, registaram-se 265 ocorrências que queimaram 3.494 hectares no distrito de Vila Real. Em 2025, o conjunto da região teve 577 ocorrências, 9.883 hectares afetados e 15.733 operações realizadas, com 3.998 meios terrestres e 573 empenhos aéreos.
Apesar de o comando sub-regional ter sido criado em janeiro de 2023, continua a haver pressão sobre a sala de comunicações, recorrendo ao apoio de bombeiros externos. A indefinição sobre a eventual reestruturação para um modelo distrital é tema de debate interno.
Observações operacionais
Mota apontou que, em situações de várias ocorrências simultâneas, o objetivo é manter estável o dispositivo de combate na sub-região, com reforços quando necessário. Relatou ainda que, em anos anteriores, incêndios no Alto Tâmega entraram pela fronteira espanhola, levando a equipas locais a atuar em habitações e aldeias vizinhas.
Por fim, o comandante defendeu que a organização por sub-regiões pode funcionar tão bem quanto a distribuição por distritos, desde que haja gestão eficaz das unidades e apoio logístico adequado.
Entre na conversa da comunidade