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Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias desde janeiro de 2024

No Dia Internacional, a Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias de janeiro de 2024 a abril deste ano, principalmente por fugas e rapto parental

Segundo o IAC, as denúncias relacionadas com menores que se perderam ou ficaram feridos subiram em 2025 para nove
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  • A Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias entre janeiro e abril de 2024, em Portugal.
  • A maioria está ligada a fugas de casa e a rapto parental; nos quatro primeiros meses registaram-se 12 denúncias de rapto parental, quatro de fugas de casa e quatro de menores que se perdem ou ficam feridos sem localização imediata.
  • Em 2024 e 2025 a tendência continua predominantemente ligada a fugas de casa, com 20 denúncias em 2023 e 19 em 2022, segundo o IAC.
  • O presidente do IAC atribui parte das denúncias a pesquisas perigosas na Internet que atraem jovens para comportamentos de risco, alerta sobre o aliciamento online.
  • Em 2024 houve aumento de casos de rapto parental e de menores envolvidos em situações de risco; o IAC sublinha que muitos casos ocorrem por desentendimentos entre pais e questões de custodiante. O serviço pode ser contactado pelo 116 000.

A Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias entre janeiro e abril de 2024, segundo o Instituto de Apoio à Criança (IAC). A maioria das ocorrências está ligada a fugas de casa e a rapto parental. O anúncio foi feito no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, na sede do IAC em Lisboa.

Entre os comportamentos reportados neste período, destacam-se quatro casos de rapto parental, quatro de fugas de casa e quatro de crianças que se perdem ou ficam feridas sem serem localizadas na altura. O IAC atua como instituição responsável pela linha europeia de apoio.

O IAC indica que, ao longo de 2024 e 2025, a tendência aponta para mais denúncias associadas a fugas de casa, com uma ligeira redução face a anos anteriores. Em 2023 foram registadas 20 denúncias e, em 2022, 19 sinalizações.

A explicação dada pela direção aponta para o aumento de pesquisas perigosas na Internet que levam os jovens a comportamentos de risco. Segundo o presidente do IAC, Manuel Coutinho, muitas crianças são apanhadas online e fogem ou entram em situações de perigo, com recuperação parcial de muitas delas nos quatro anos anteriores.

Ainda segundo o IAC, há casos em que as crianças aparecem com sinais de maltrato ou com marcas psicológicas profundas, após contactos com potenciais predadores na Internet.

A Polícia Judiciária, representada pelo inspector-chefe Hugo Silva, alertou para o crescimento de jovens envolvidos em atos extremistas violentos. Em 2024, cerca de 29% dos detidos por crimes de terrorismo tinham menos de 18 anos, com o mais jovem a ter 12 anos.

Relativamente aos raptos por terceiros, o ano passado registou 17 denúncias, mais nove face a 2024, segundo dados do IAC. O presidente do instituto associa estas situações a disputas de custódia entre pais, em que um progenitor viola ordens judiciais para ficar com a criança.

No conjunto de denúncias, também houve aumento de casos em que menores se perdem ou ficam feridos, subindo para nove em 2025, menos casos relativamente a anos anteriores. Por outro lado, as sinalizações ligadas a riscos de desaparecimento cresceram para oito em 2024.

A coordenadora da Linha SOS Criança Desaparecida, Maria João Cosme, salientou que houve descidas significativas em situações de fuga institucional, com apenas dois casos registados em 2025, face a dez em 2024, apontando para uma menor reportação por parte das instituições.

A linha pode ser contactada através do número 116 000, gratuito, confidencial e disponível 24 horas por dia.

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