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Chefes das cadeias denunciam injustiça salarial

Chefes de equipa nas prisões denunciam injustiça salarial: o suplemento de condição prisional passa a superar o seu, prejudicando 500 guardas

Associação Sindical de Chefias descontente com situação de suplementos
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  • A Associação Sindical de Chefias da Guarda Prisional denunciou que, a partir do próximo ano, o suplemento de condição prisional será superior ao suplemento dos chefes de equipa.
  • O suplemento de 2014 destina-se aos guardas que, nos fins de semana, chefiam equipas de vigilância.
  • A ASCGP aponta que cerca de 500 elementos ficam prejudicados com esta decisão.
  • Foi já enviado aos Serviços Prisionais um pedido de alteração da situação.
  • Hermínio Barradas, presidente da associação, explicou a situação ao Correio da Manhã.

A Associação Sindical de Chefias da Guarda Prisional (ASCGP) denuncia que os Serviços Prisionais vão recompensar financeiramente os guardas sem funções de chefia face aos que lideram equipas. A mudança entra em vigor a partir do início do próximo ano. O motivo aponta para o suplemento de condição prisional, criado pelo estatuto de 2014, que passará a ter um valor superior ao suplemento atribuído aos chefes de equipa.

A ASCGP explica que a medida resulta em desigualdade salarial entre funcionários com funções idênticas de vigilância, dependendo apenas de terem ou não funções de chefia. O objetivo, segundo a estrutura sindical, é manter uma remuneração distinta para quem supervisiona equipas, independentemente da complexidade das tarefas.

Para a organização, cerca de 500 elementos da guarda prisional ficam prejudicados pela alteração. O sindicato já enviou um pedido aos Serviços Prisionais no sentido de reverter a decisão e assegurar equidade entre os trabalhadores afetados, mantendo a previsibilidade de vencimentos.

Impacto nos trabalhadores e próximos passos

A associação sustenta que a diferença pode impactar áreas de recrutamento, motivação e estabilidade laboral. O Ministério da Justiça, responsável pelos Serviços Prisionais, ainda não comentou o assunto publicamente. As partes aguardam respostas oficiais sobre a possível retificação.

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