- O Governo prevê investir 550 milhões de euros nos bombeiros nos próximos dez anos, segundo o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
- A estimativa é da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e resulta de um levantamento das necessidades mais prementes, como viaturas, quartéis, instalações com amianto, autoescadas e equipamento de proteção individual.
- O plano está alinhado com o Plano de Recuperação e Resiliência (PTRR), que engloba um envelope de 22,6 mil milhões de euros e um horizonte de nove anos.
- No Verão, reforça-se o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) com mais três grupos de ataques ampliados e a Força Especial de Proteção Civil passa de 216 para perto de 300 elementos.
- Estão a ser reforçados os meios: 50 máquinas de rasto (o dobro do ano passado), 18 ações do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), retardante expandido a quatro centros, helicópteros Black Hawks transferidos para Monte Real, aviões C-130 a entrar conforme fases, e um hub satélite do SIRESP previsto para o Tagus Park.
O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, revelou que o Governo tem um plano para investir 550 milhões de euros nos bombeiros ao longo da próxima década. A estimativa foi feita pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) com base num levantamento das necessidades mais prementes.
Este montante inclui viaturas, quartéis, instalações com amianto, autoestradas de acesso, equipamentos de proteção individual e outros recursos essenciais. Rocha sublinhou que o levantamento foi acelerado pelo programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), com um envelope de 22,6 mil milhões de euros e horizonte de nove anos.
O governante disse ainda que a preparação para o Verão privilegia reforçar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) e aumentar três grupos de ataques ampliados, com mais de 160 operacionais. A Força Especial de Proteção Civil deverá chegar a quase 300 membros.
Investimento e meios disponíveis
As autoridades vão manter 50 máquinas de rasto, o dobro do ano anterior, e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) disponibilizará 18 unidades adicionais. O retardante passa a ser utilizado em mais quatro centros: Vila Real, Viseu, Proença e Sernache.
No que diz respeito à atividade de meios aéreos, dois helicópteros Black Hawks foram transferidos de Ovar para Monte Real, para ficarem mais próximos da Região Centro. Os aviões C-130 também vão entrar progressivamente em serviço, consoante as fases do DECIR.
Preparação para o Verão e infraestruturas
Entre julho e setembro, o período Delta, estarão operacionais 81 meios aéreos na totalidade. Em maio, o Conselho de Ministros autorizou o Ministério da Administração Interna a gastar até 4,9 milhões de euros para repor e reforçar o SIRESP, nos locais afetados pela tempestade Kristin.
O secretário destacou ainda que, neste Verão, ficará criado o hub satélite do SIRESP, com localização prevista no Tagus Park, em Oeiras, para funcionar como redundância. A infraestrutura visa melhorar a resposta em situações de emergência em todo o território.
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