Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Governo proíbe lanchas rápidas das 21h às 7h para combater tráfico de droga

Novo regime para lanchas rápidas entra em vigor, proibindo uso sem autorização entre as 21:00 e as 07:00 para combater tráfico de droga e de pessoas

Novo regime jurídico para lanchas rápidas proíbe a sua utilização sem autorização prévia entre as 21 e as 7 horas
0:00
Carregando...
0:00
  • Entrou em vigor neste domingo o novo regime jurídico aplicável às Embarcações de Alta Velocidade, proibindo a utilização sem autorização prévia entre as 21h e as 7h para combater tráfico de droga e pessoas.
  • A lei impõe requisitos como manter a embarcação atracada entre as 21h e as 7h (salvo autorização da Autoridade Marítima), uso obrigatório de sistema de localização automática (AIS) e marcação visível com as letras “EAV”.
  • É exigida comunicação prévia de entradas e saídas do território e autorização do fisco para importação, exportação e transporte das lanchas rápidas.
  • O Governo sustenta que o novo diploma protege o espaço marítimo português, que tem mais de dois mil e quinhentos quilômetros de costa e uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas do mundo.
  • Dados da PJ indicam que, desde 2020, foram apreendidas mais de duas centenas de lanchas rápidas, com 11 registadas no primeiro trimestre deste ano; em março houve apreensão de duas lanchas ao sul do Algarve e detidos sete indivíduos.

O Governo anunciou que entrou em vigor, este domingo, um novo regime jurídico para as Embarcações de Alta Velocidade (EAV) — lanchas rápidas pneumáticas e semirrígidas — proibindo a sua utilização sem autorização prévia entre as 21:00 e as 07:00, como parte das ações de combate ao tráfico de droga e de pessoas. A medida estabelece o enquadramento legal para reforçar a segurança marítima.

A Administração destacou que a nova lei substitui o regime de 1990, tornando-o mais exigente e adequado aos desafios atuais. Entre as alterações estão a obrigatoriedade de manter a embarcação atracada durante a noite, salvo autorização da Autoridade Marítima, a implementação de um sistema de localização automática (AIS), a marcação visível com as siglas “EAV” e a comunicação prévia de entradas e saídas do território.

Alterações principais

O diploma impõe também a autorização do fisco para importação, exportação e transporte de EAV, aumentando as responsabilidades de quem opera este tipo de embarcações. O Executivo justificou que Portugal tem mais de 2500 km de costa e uma das maiores ZEE do mundo, defendendo regras modernas, fiscalização eficaz e maior capacidade de resposta das autoridades.

Instrumentos de fiscalização e sanções

O regime prevê prisão até quatro anos e coimas até 100 mil euros para pessoas coletivas. Há responsabilidade criminal para quem fabricar, transportar, possuir ou ceder uma EAV fora das condições legais, com pena de um a quatro anos de prisão.

Contexto e balanço recente

O diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária, Artur Vaz, afirmou ao Público que as EAV são a principal ameaça napenetração de droga no Atlântico, incluindo o corredor entre Açores, Madeira, Canárias e a costa da Península Ibérica. O fenómeno envolve cocaína transportada no alto mar, provenientes de barcos que atuam desde a América Latina, com uso também em rotas para Marrocos e norte de África.

A PJ indica que, desde 2020, já foram apreendidas mais de 200 lanchas rápidas em operações de alto mar, rios e fases de transporte terrestre ou armazenagem, incluindo 11 apreensões no primeiro trimestre deste ano. Vaz descreveu a situação como uma pirataria marítima que tem convertido Portugal numa porta de entrada relevante de cocaína na Europa.

Ação policial recente

A 24 de março, a Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu uma lancha de alta velocidade em Grândola, transportada num veículo, com fortes indícios de ligação ao tráfico internacional de droga, e deteve um homem de 55 anos. Em 31 de março, a Polícia Marítima e a Marinha Portuguesa prenderam duas lanchas a sul do Algarve, suspeitas de participação no tráfico, e foram detidas sete pessoas: seis espanholas e uma marroquina.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais