- A Polícia Judiciária apreendeu mais de duas centenas de narcolanchas nos últimos seis anos.
- A utilização de Embarcações de Alta Velocidade (EAV) para o transporte de droga no Atlântico é apontada como a principal ameaça no tráfico entre Portugal, Espanha e a Europa.
- Uma nova legislação que restringe a utilização destas embarcações entra em vigor este domingo.
- O corredor de tráfico liga o Atlântico entre Açores, Madeira e Canárias ao desembarque na costa da Península Ibérica.
- Dois elementos da Guardia Civil morreram na semana passada durante a perseguição de uma lancha rápida.
O Ministério Público e a Polícia Judiciária destacaram que as Embarcações de Alta Velocidade (EAV) usadas para o transporte de droga se tornaram a principal ameaça no Atlântico, com o corredor entre Açores, Madeira e Canárias a ganhar protagonismo. Ao longo de seis anos, as autoridades portuguesas apreenderam mais de 200 destas lanchas rápidas.
A situação levou a uma mudança legal: uma nova legislação que visa reforçar o cerco ao uso destas embarcações entra em vigor neste domingo, com medidas aplicáveis a Portugal, Espanha e a União Europeia no combate ao tráfico de droga.
A estratégia criminosa envolve o transporte de droga no Atlântico e o seu desembarque na costa peninsular. O fenómeno é descrito pelas autoridades como uma ameaça que tem causado várias vidas, sobretudo em operações de fiscalização.
Na semana passada, dois elementos da Guardia Civil espanhola morreram durante o encalce de uma lancha rápida, após a rápida intercorrência de uma embarcação no mar. O incidente ilustra os riscos envolvidos na perseguição às redes de narcotráfico.
As autoridades destacam que o eixo principal de atuação das EAV é o trajeto entre os Açores, a Madeira e as Canárias, com o desembarque na costa da Península Ibérica a figurar entre os objetivos das organizações criminosas. A cooperação entre países é apontada como fundamental para enfrentar o fenómeno.
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