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França: organizar raves pode tornar-se crime com pena de até dois anos, diz Nuñez

França endurece a Ripost: organizar free parties passa a crime com até dois anos de prisão e 30 mil euros de multa, no contexto do Tekníval

Laurent Nuñez cumprimenta membros da proteção civil, Cornusse, 3 de maio de 2026.
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  • Em França, organizar raves passa a ser crime punível com até dois anos de prisão e 30 mil euros de multa, segundo o Governo.
  • O ministro do Interior, Laurent Nuñez, visitou Cornusse, Bourges, onde decorre uma free party num campo de tiro do exército, com dezenas de milhares de participantes.
  • O Executivo mantém o endurecimento através do projeto de lei Ripost, aprovado em março, para sanções mais severas a raves não declaradas.
  • Até ao momento, mais de seiscentos agentes estiveram em operação, com 33 pessoas assistidas pelos serviços de socorro e 12 trasladadas ao hospital.
  • Foram encontrados engenhos explosivos não detonados no campo; dois obuses foram já sinalizados e um está a ser neutralizado.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, visitou este domingo, 3 de maio, Cornusse, na região de Cher, Bourges, onde decorre desde sexta-feira uma free party num campo de tiro do Exército Francês. O objetivo é reforçar a repressão a ajuntamentos ilegais e manter a segurança no local.

A estimativa de participantes varia entre 17 mil e 40 mil, provenientes de vários países europeus. Nuñez sobrevoou o acampamento de helicóptero da Gendarmaria Nacional e verificou a presença de um posto médico instalado junto ao evento.

Medidas legais e resposta governamental

O Governo anunciou que vai avançar com o projeto de lei Ripost, aprovado pelo Conselho de Ministros no fim de março, para endurecer sanções a free parties não declaradas. Organizar agora uma rave passa a ser crime com duas anos de prisão e 30 mil euros de multa.

O ministro deixou claro que não há cedências e que as autoridades vão autuar com maior rigor quem abandonar o Tekníval ou desrespeitar as ordens do Estado. A punição visa também quem participe nesses eventos.

Mais de 600 gendarmes continuam mobilizados nos acessos ao Teknival para controlar entradas e saídas. O balanço provisório aponta 33 pessoas assistidas pelos serviços de socorro, 12 encaminhadas ao hospital, em parte devido a consumo de estupefacientes.

Foram ainda registados avisos sobre riscos pirotécnicos no terreno de tiro, utilizado recentemente para testes do canhão Caesar. No local, foi encontrada a primeira obus junto a uma estrada departamental; um segundo engenho está a ser neutralizado.

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