- O responsável pelo departamento de patrulhas da Polícia de Kiev, Yevgueni Zhukov, demitiu-se após o tiroteio de sábado num supermercado que resultou em seis mortos e foi classificado como ato terrorista.
- Dois agentes policiais foram suspensos e há uma investigação em curso sobre a atuação deles durante o ataque.
- O ataque, ocorrido no distrito de Holosiv, em Kiev, deixou quinze feridos e foi atribuído ao uso de uma arma de fogo registada pelo suspeito, que acabou morto pelas forças policiais.
- O agressor incendiou um apartamento antes de começar a dar tiros na rua e dentro do estabelecimento comercial, mantendo negociações com a polícia durante cerca de 40 minutos sem apresentar exigências.
- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o agressor nasceu na Rússia, estando a nacionalidade ainda por confirmar, enquanto o SBU, a Polícia Nacional e o Ministério Público investigam as circunstâncias e motivação do ataque.
O responsável pelo departamento de patrulhas da Polícia de Kiev demitiu-se neste domingo, na sequência do tiroteio de sábado num supermercado da capital ucraniana. O ataque deixou seis mortos e foi classificado como ato terrorista.
Yevgueni Zhukov apresentou a demissão após ficar conhecido que dois agentes abandonaram o local durante o ataque, segundo a agência Ukrinform, citada pela EFE.
O ministro do Interior, Ihor Klymenko, disse que os dois polícias foram suspensos e que existe uma investigação em curso. Considerou vergonhoso o sucedido e uma desgraça para o sistema.
Investigação e contexto
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) classificou o ataque como terrorista. O tiroteio ocorreu no distrito de Holosív, em Kiev, resultando em seis mortos e 15 feridos.
O suspeito, nascido em 1968, usou uma arma de fogo registada para disparar na rua e, posteriormente, dentro de um estabelecimento comercial. O incidente iniciou-se com o incêndio de um apartamento, seguido por disparos ao longo da via.
Os agentes enfrentaram negociações que duraram cerca de 40 minutos; o agressor não apresentou exigências e foi abatido depois de disparar contra um refém.
O Presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o agressor nasceu na Rússia, embora a nacionalidade não tenha sido oficialmente confirmada. As autoridades continuam a investigar a motivação por trás do ataque.
As investigações contam com o SBU, a Polícia Nacional e o Ministério Público, que procuram apurar todas as circunstâncias do atentado e as ligações potenciais do suspeito. Credita-se às autoridades a continuidade do inquérito.
Reacções oficiais
O ministro do Interior reiterou a necessidade de responsabilização das falhas operacionais identificadas. As autoridades sublinham que o foco é esclarecer os factos e evitar novos incidentes.
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