- A Suécia informou ter impedido um ciberataque pró-Rússia a uma central térmica no período de meados de 2025, com o grupo por detrás do ataque alegadamente ligado aos serviços secretos russos.
- O ministro da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, afirmou que o ataque falhou graças aos sistemas de segurança que estavam em vigor e que não houve consequências graves.
- O objetivo da operação, sem muitos pormenores, seria perturbar o funcionamento de uma instalação que fornece aquecimento. Bohlin alertou para o uso de ataques que podem provocar perturbações físicas a infraestruturas.
- O governo sueco indicou que o número de ameaças cibernéticas contra o país tem aumentado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
- Especialistas destacaram que ataques a sistemas de tecnologia operacional (OT), que controlam infraestruturas físicas, exigem maior sofisticação e podem causar danos reais, não se limitando a ataques DDoS. Bohlin disse que o país continua a monitorizar e a partilhar informações sobre estas ameaças para fortalecer a resiliência nacional.
Em meados de 2025, a Suécia interceptou um ciberataque com alegadas ligações ao serviço secreto russo, destinado a perturbar uma central de aquecimento. O governo sueco confirmou que a operação foi travada com sucesso, sem consequências graves para a população.
O ministro da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, afirmou que o Serviço de Segurança sueco tratou do caso e identificou o responsável, ligado a serviços de segurança russos. A falha ocorreu graças aos sistemas de proteção existentes, que impediram a intrusão. Não foram dadas mais informações sobre a localização exata da instalação em funcionamento.
A digressão técnica aponta que o objetivo era afetar uma instalação que fornece aquecimento, localizada no oeste da Suécia. Bohlin sublinhou que o episódio demonstra um aliado russo disposto a causar perturbações físicas, e que o governo enfrenta um comportamento mais arriscado desde a invasão da Ucrânia em 2022.
O ministro lembrou que as ameaças cibernéticas cresceram desde esse marco, com impactos em setores estratégicos. O apoio sueco a Ucrânia continua firme, segundo Bohlin, que reiterou a seriedade com que o governo encara estas evoluções.
Especialistas apontam que os ataques evoluíram. Enquanto os DDoS continuam a ser comuns, surgem tentativas de comprometer a tecnologia operacional que controla infraestruturas, o que pode afetar funções físicas. A sofisticação aumenta conforme o uso de inteligência artificial.
O professor Pontus Johnson, do KTH, explicou que os ataques a sistemas OT exigem maior competência técnica, não se limitando a envio de tráfego. Verifica-se uma procura por vulnerabilidades que permitam infiltrar-se e afetar operações físicas, como redes elétricas ou transportes, aumentando a gravidade potencial.
Bohlin defendeu a divulgação pública das ameaças para sinalizar aos autores que os incidentes são monitorizados e para cumprir com a sensibilização da sociedade. A tutela pretendem também reforçar a cibersegurança nacional e a cooperação com aliados.
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