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GNR: reativação da Brigada de Trânsito tem vantagens e desvantagens

Associação Nacional de Oficiais da Guarda (ANOG) critica a reativação da Brigada de Trânsito, defendendo estratégia integrada e atuação em flagrante para reduzir a sinistralidade

GNR controla o trânsito
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  • A reativação da Brigada de Trânsito da GNR foi anunciada por Luís Neves, quase 20 anos após a sua extinção.
  • A Associação Nacional de Oficiais da Guarda (ANOG) afirma que só a Brigada de Trânsito não resolve a sinistralidade; é necessária uma estratégia integral envolvendo várias entidades.
  • Defende-se centralização num comando único para combater a sinistralidade, aliada a uma atuação baseada no flagrante delito contra o infrator.
  • A ANOG aponta para uma redução de mais de 50% do efetivo de trânsito nos últimos cerca de 20 anos, o que dificulta a fiscalização.
  • O anúncio inclui medidas como novo Código da Estrada, mais fiscalização, operações stop sem aviso prévio, mais radares, alargamento de critérios de cassação de carta e endurecimento da punição por condução sob influência de álcool.

A reativação da Brigada de Trânsito da GNR foi anunciada por Luís Neves nesta quarta-feira, quase 20 anos depois de ter sido extinta. O anúncio insere-se no conjunto de medidas do Governo para a segurança rodoviária em Portugal.

A Associação Nacional de Oficiais da Guarda (ANOG) manifestou que a simples reativação não resolve o problema da sinistralidade. Defende uma estratégia integrada que envolva o IMT, a ANSR, organizações de prevenção rodoviária e as próprias forças de segurança, para além de uma atuação mais focalizada nos infratores no momento da violação.

A ANOG destaca que a centralização num comando único pode ajudar a combater a sinistralidade, mas sublinha que a eficácia depende de uma atuação baseada no flagrante delito e de uma melhoria do enquadramento legal. Também aponta para uma redução de mais de 50% do efetivo da especialidade de trânsito nos últimos 20 anos.

Medidas associadas à reativação

Luís Neves anunciou ainda um conjunto de medidas: reativação da Brigada de Trânsito, implementação de um novo Código da Estrada, aumento da fiscalização e realização de operações stop sem aviso prévio, expansão dos radares de controlo de velocidade, alargamento dos critérios de cassação de cartas e maior punibilidade na condução sob o efeito de álcool.

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