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Mais crime em 2025, mas criminalidade grave caiu

2025 mostra aumento da criminalidade geral, mas descida de crimes violentos; Atenção a tráfico, violência doméstica, acidentes na estrada e imigração ilegal

Criminalidade violenta e grave diminuiu
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  • Em 2025 houve um aumento da criminalidade geral participada, mas registou-se uma diminuição da criminalidade geral e violenta em Portugal, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna.
  • O primeiro-ministro destacou um aumento das apreensões e detenções no âmbito do tráfico de estupefacientes, considerado um motor de crimes contra o património e crimes económicos.
  • A violência doméstica, apesar de ter diminuído globalmente, manteve-se um crime com “muitas participações”, resultando na morte de 27 pessoas (21 mulheres, 4 homens e 2 crianças).
  • A sinistralidade rodoviária foi apresentada como uma “chaga social”; houve menos vítimas mortais em 2025, mas mais acidentes e um nível elevado de risco, com compromisso de fiscalização e sensibilização reforçados.
  • O crime de auxílio à imigração ilegal também registou mais detenções em 2025, alinhado com a estratégia de imigração regulada e o combate às redes de tráfico de seres humanos.

O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou hoje que 2025 trouxe um aumento da criminalidade geral participada e uma diminuição da criminalidade geral e violenta, sugerindo uma estabilização dos números em Portugal. A avaliação foi feita na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna.

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025 será remetido ao parlamento ainda hoje. Montenegro destacou que a avaliação aponta sinais de preocupação em quatro áreas, e reforçou a necessidade de maior articulação entre os pilares de segurança interna.

O chefe do Governo não respondeu a perguntas. Disse apenas que o documento ficará público ainda hoje e que houve foco em quatro tipos de crime: tráfico de droga, violência doméstica, sinistralidade rodoviária e auxílio à imigração ilegal.

Principais preocupações em 2025

Registaram-se mais apreensões e detenções no âmbito do tráfico de estupefacientes, considerado crime que alimenta outras criminalidades. Montenegro apontou maior capacidade de intervenção e de combate a redes ligadas a este fenómeno.

Apesar de a violência doméstica ter diminuído, o Primeiro-Ministro sublinhou que continua a ser um crime com grandes participações. Forneceu estatísticas sobre perdas de vida, com várias vítimas mortais, e reforçou o apoio às vítimas.

A sinistralidade rodoviária foi descrita como uma chaga social. Mesmo com menos mortes em 2025, o Governo reconhece um número elevado de acidentes e feridos graves, e compromete-se a intensificar fiscalização e campanhas de sensibilização.

Também houve mais detenções por auxílio à imigração ilegal. O objetivo é manter um regime de imigração regulada e humanista, com ações para desmantelar redes de tráfico de pessoas, segundo a avaliação oficial.

O Conselho Superior de Segurança Interna congregou ministros da Administração Interna e da Justiça, além de representantes de Negócios Estrangeiros, Presidência, Defesa Nacional, Procuradoria-Geral da República, Polícia Judiciária, forças de segurança e serviços de informação.

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