- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou, no congressso do PSD, que a captação de médicos tem sido “um sucesso” e apontou a imigração e redes organizadas como razões para a visibilidade limitada da evolução.
- A associação que representa os médicos de família reconhece que há mais utentes inscritos no SNS e que o número de médicos de família contratados tem aumentado nos últimos anos.
- Os clínicos não subscrevem a ideia de “sucesso” e questionam a avaliação, mantendo que cerca de 1,6 milhões de utentes continuam sem médico de família atribuído.
- O total de utentes sem médico de família atribuído permanece próximo do registo quando o Governo da Aliança Democrática assumiu funções, segundo as fontes citadas.
O que aconteceu
A ministra da Saúde destacou, no congresso do PSD, que a captação de médicos tem sido um sucesso. Assinalou também a imigração e redes organizadas como fatores que tornam esse sucesso pouco visível.
A associação profissional dos médicos de família reage
A ordem dos médicos de família reconhece que há mais utentes inscritos no SNS e que também há mais médicos de família contratados. No entanto, contesta a leitura de sucesso e aponta que o nº de utentes sem médico de família continua elevado.
Contexto e números relevantes
Segundo dados referidos pela associação, aproximadamente 1,6 milhões de utentes ainda não têm médico de família atribuído. O valor mantém-se próximo do registado aquando da posse do Governo da Aliança Democrática.
Impacto na prática clínica e afirmações da associação
A entidade sindical ressalva que o aumento de inscritos e de profissionais não se traduz, na prática, numa resolução para a ligação entre utentes e clínicos. A posição é de que as melhorias devem ser amplamente verificáveis no terreno.
Situação atual e perspetivas
Mantém-se o desafio de alocar médicos de família a toda a população. A reapreciação de políticas de recrutamento e de gestão de fluxos de utentes continua a ser tema central entre profissionais e autoridades de saúde.
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