- O medicamento Voranigo, destinado a um tipo específico de cancro no cérebro (glioma de grau dois com mutação IDH), passa a ser financiado pelo Estado e utilizado no SNS.
- A decisão ocorreu após o Infarmed concluir a avaliação do fármaco.
- André Ferreira, 35 anos, afirmou ao CM que o acesso ao remédio lhe permitirá conviver melhor com as suas filhas de cinco e um anos.
- No privado, o tratamento custaria cerca de 9.800 euros por mês, tornando-o invável sem financiamento.
- O Hospital de São João tem consulta marcada para o dia 22, e o Infarmed aprovou também a utilização no SNS de medicamento para ataxia de Friedreich.
O medicamento Voranigo será financiado pelo Estado e utilizado no SNS para tratar um glioma de grau 2 com mutação IDH, após a avaliação concluída pelo Infarmed. A nova medida permite o acesso público ao fármaco.
Além do Voranigo, o Infarmed aprovou também a utilização no SNS de um medicamento para a doença rara ataxia de Friedreich. A decisão amplia o leque de terapias financiadas pelo Estado neste âmbito.
André Ferreira, de 35 anos, morador na Maia, celebrou a notícia. Em março apelou ao financiamento e em maio foi ouvido no parlamento. Em março afirmou que o custo privado era incompatível com o orçamento familiar.
No privado, o fármaco custava cerca de 9800 euros mensais, segundo o doente. Ferreira tem consulta marcada no Hospital de S. João para o dia 22, na expectativa de iniciar o tratamento financiado.
Impacto do financiamento
O acesso ao Voranigo pode reduzir crises convulsivas associadas ao cancro e melhorar a qualidade de vida do paciente. O caso de Ferreira ilustra a pressão por soluções terapêuticas de alto custo.
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