- Um em cinco doentes internados com o vírus sincicial respiratório (VSR) morre nos hospitais.
- Quase metade dos pacientes (47%) desenvolve complicações cardiovasculares agudas, como enfarte, arritmias ou insuficiência cardíaca.
- O estudo foi realizado pela unidade local de saúde de Matosinhos (ULS de Matosinhos), sendo um dos primeiros do país a analisar o impacto do VSR.
- Os resultados foram publicados na revista Pulmonology Journal.
- Cristina Gavina, diretora do serviço de Cardiologia da ULS de Matosinhos, destaca a necessidade de entender o peso da doença para o Serviço Nacional de Saúde, dada a falta de dados em Portugal.
Um estudo da Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, em Portugal, aponta que 1 em cada 5 doentes internados com o vírus sincicial respiratório (VSR) morre nos hospitais, e que 47% desenvolvem complicações cardiovasculares agudas, como enfarte, arritmias ou insuficiência cardíaca. A investigação foi publicada na Pulmonology Journal.
A diretora do serviço de Cardiologia da ULS de Matosinhos, Cristina Gavina, explica que havia poucos dados nacionais sobre o impacto do VSR e que, habitualmente, não se faziam testes, o que dificultava perceber a carga da doença para o SNS.
O estudo, feito pela ULS de Matosinhos, é um dos primeiros no país a analisar o impacto do VSR, destacando a gravidade da infeção e as consequências clínicas associadas. Os resultados reforçam a necessidade de monitorização cardiovascular em doentes com VSR.
As conclusões sugerem que o VSR pode representar um peso significativo para o sistema de saúde, no que diz respeito a mortalidade e a complicações cardíacas, mesmo fora de regimes de surtos sazonais prolongados.
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