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UE concede mais 5 milhões de euros para combater epidemia de Ébola na RDC

UE acrescenta cinco milhões de euros à resposta à epidemia de Ébola na RDCongo, com 515 casos confirmados e 91 mortes até ao momento

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  • A União Europeia anunciou cinco milhões de euros adicionais para a resposta à epidemia de Ébola na RDCongo, elevando para além dos oitenta e quatro milhões já atribuídos.
  • A medida foi anunciada pela comissária Hadja Lahbib durante uma visita a Bunia, epicentro da crise na província de Ituri, descrevendo a situação como uma emergência sanitária.
  • O objetivo é criar centros regionais de diagnóstico para acelerar testes mais rápidos e fiáveis onde são mais necessários.
  • As autoridades da RDCongo elevaram para 515 o número de casos confirmados, com 91 mortes, até ao domingo à noite.
  • Estão previstos mais voos com equipamento de resposta à epidemia, somando aos envios anteriores de suprimentos com apoio da UE e da Unicef.

A União Europeia anunciou um reforço de 5 milhões de euros para responder à epidemia de Ébola no leste da RDCongo. A medida surge na sequência do aumento de casos na região de Ituri, com Bunia como epicentro. A comissária Hadja Lahbib destacou a criação de centros regionais de diagnóstico para acelerar testes.

Os avisos oficiais indicam que, no domingo à noite, o total de casos confirmados subiu para 515, com 91 óbitos. A extensão da crise ocorreu em meio a um cessar-fogo que a UE qualificou como uma exigência sanitária, de acordo com a responsável pela Gestão de Crises durante uma visita à cidade.

A ajuda comunitária, além dos 84 milhões já mobilizados, visa apoiar infraestruturas de saúde e investigação. Estão previstos voos adicionais para Bunia com equipamentos de resposta à epidemia, reforçando o envio anterior de cerca de 100 toneladas de suprimentos com apoio da UE e do Unicef.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a epidemia em 15 de maio, reconhecendo Ituri como epicentro, com propagação para Kivu do Norte, Kivu do Sul e, indiretamente, para Uganda, onde houve casos importados. A OMS também aponta um risco global baixo, mas nacionalmente alto para a região.

A estirpe envolvida é a Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina disponível; por isso as autoridades concentram-se em medidas de barreira e detecção rápida. A OMS e o Governo da RDCongo têm colaborado para avançar em direcção a uma vacina específica.

A África do Sul, através da Africa CDC, indicou que poderá haver uma vacina para a estirpe Bundibugyo já este ano, em consonância com esforços regionais. A rede de saúde da RDCongo continua sob pressão, com deslocações forçadas e sistemas de assistência a combater a epidemia.

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