- Espanha lidera em longevidade, com expectativa de vida média de 84 anos, mas o envelhecimento impõe desafios de saúde pública.
- A partir dos 65 anos, quase 50% da vida é vivida com doença, incapacidade ou pouca autonomia, levantando questões sobre a qualidade de vida na última fase.
- Cristina Spa, farmacêutica e fundadora da C+Longevity, defende uma ponte entre tecnologia e prática clínica para a longevidade saudável, no Ibiza Tech Forum.
- Alerta para o biohacking extremo e desinformação; é necessária validação científica e espaços formativos para profissionais de saúde.
- Wearables e dados devem ser interpretados por médicos; a medicina da longevidade procura tornar-se mais preventiva e acessível, com mais especialistas e redução de custos.
A medicina da longevidade ganha espaço numa Espanha que envelhece rapidamente. Médicos e investigadores promovem uma abordagem preventiva, acessível e livre de fraudes, para que os últimos anos se vivam com saúde. A aposta é juntar ciência e prática clínica.
A farmacêutica Cristina Spa, fundadora da C+Longevity, defende que a ciência deve estar no centro da longevidade. O objetivo é criar um elo seguro entre tecnologia de ponta e aplicação clínica, com formação validada para profissionais de saúde.
A disseminação de informações nas redes sociais aumenta a desinformação sobre longevidade e biohacking. Spa sublinha a necessidade de validação científica e de que médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos orientem a aplicação clínica das inovações.
A prática clínica já recebe sinais de mudança, com grupos de investigação universitária, como em Valência, a consolidarem bases académicas para a longevidade saudável. A meta é tornar esta área uma especialidade médica oficial.
Contrariamente a estereótipos, médicos com mais tempo de carreira mostram maior interesse pela prevenção. A longevidade envolve várias especialidades, desde imunologia a pediatria, refletindo uma visão integrada desde o nascimento.
Vivemos na era dos dados: wearables monitorizam sono, esforço e hormonas, mas a interpretação adequada depende de profissionais. A diferença é contextualizar cada parâmetro ao ambiente de cada paciente.
A democratização da medicina preventiva exige um modelo de saúde mais proativo e acessível. Com aumento da procura e formação de especialistas, os custos devem diminuir, abrindo caminho à cidadania ativa na prevenção.
Spa apela à mobilização social para investir na investigação do envelhecimento saudável. Compreender os mecanismos biológicos pode travar patologias associadas à idade, permitindo anos finais com vitalidade.
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