- A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que alimentos inseguros causam mais de 860 milhões de doenças e 1,5 milhões de mortes por ano a nível global.
- O relatório, publicado antes do Dia Mundial da Segurança Alimentar, aponta que melhorias na água, saneamento e higiene podem prevenir grande parte dessas doenças.
- Crianças com menos de cinco anos são as mais vulneráveis, representando 29% da carga de doença e 143 mil mortes em 2021.
- Regiões África e Sudeste Asiático concentram quase três quartos das doenças transmitidas por alimentos e 60% das mortes.
- Na Europa, as principais doenças são Campilobacteriose, Salmonelose, infeção por STEC e Listériose, associadas a carne crua/mal cozinhada, laticínios não pasteurizados e água contaminada.
A Organização Mundial da Saúde alerta para o peso global dos alimentos inseguros, que provocam doenças e mortalidade em todo o mundo. Anualmente, mais de 860 milhões adoecem e 1,5 milhões morrem devido a alimentos mal manuseados ou contaminados.
O relatório, publicado em preparação para o Dia Mundial da Segurança Alimentar, destaca que a prevenção passa por melhorias na água, saneamento, higiene e práticas sanitárias ao longo da cadeia alimentar. A OMS sublinha ainda o impacto económico significativo.
Segundo a OMS, o custo humano é acompanhado por perdas económicas relevantes: em 2021, doenças transmitidas por alimento resultaram em cerca de 310 mil milhões de dólares em perda de produtividade. Algumas regiões enfrentam riscos maiores.
Causas e impactos
As doenças transmitidas por alimentos são causadas por bactérias, vírus, parasitas ou químicos presentes em alimentos. Entre as principais causas estão, na Europa, a Campilobacteriose, a Salmonelose, infeção por STEC e a Listériose.
Campilobacteriose assinala pico de casos nos meses quentes, especialmente relacionado com carne de aves, leite não pasteurizado e carne de ruminantes. A Salmonelose segue com ovos e carne crua de porco, perus e frangos.
A infeção por STEC relaciona-se com carne mal cozinhada, produtos lácteos não pasteurizados, hortícolas cruas e sumos não pasteurizados. Listériose, embora menos comum, apresenta altas taxas de hospitalização.
Grupos mais vulneráveis e desigualdades
As crianças com menos de cinco anos são as mais atingidas, com risco três vezes superior ao de outros grupos. Representam 29% da carga de doença e 143 mil mortes em 2021.
Além disso, as crianças pequenas podem ter exposição a substâncias químicas nos alimentos, o que pode afetar o desenvolvimento neurológico. Desigualdades regionais amplificam o problema, com maior carga em comunidades de baixos recursos.
Regiões e perspectivas futuras
Regiões da África e do Sudeste Asiático respondem por quase três quartos das doenças transmitidas por alimentos e cerca de 60% das mortes globais. Alterações climáticas devem aumentar ainda mais os riscos, com eventos extremos e mudanças de temperatura.
A OMS alerta que as mudanças climáticas intensificarão os impactos da insegurança alimentar. Medidas de higiene, segurança alimentar e acesso a cuidados de saúde são cruciais para reduzir a carga, especialmente entre populações vulneráveis.
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