- A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, pediu à União Europeia reforço da coordenação da vigilância fronteiriça, com regras comuns para chegadas diretas e indiretas das zonas afetadas.
- A Organização Mundial da Saúde anunciou o primeiro caso de recuperação de um doente com Ébola na República Democrática do Congo, com alta hospitalar em 27 de maio.
- Meloni solicitou aos líderes europeus máxima atenção à situação na RDC e no Uganda, onde há foco do vírus Bundibugyo e dezenas de mortes suspeitas.
- Itália enviará uma equipa de peritos do Instituto Spallanzani para Kinshasa, para apoio técnico, fornecimento de material médico e reforço da vigilância epidemiológica.
- O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças mantém o risco muito baixo para a população europeia; Uganda fechou fronteiras com a RDC e o México proibiu temporariamente entrada de não residentes vindos dos três países.
O Governo italiano pediu à União Europeia que intensifique e coordene o controlo fronteiriço face ao regresso de três italianos de África Central, onde aumentam os casos de Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. A primeira-ministra Giorgia Meloni apelou a regras comuns para a gestão de entradas diretas e indiretas nas zonas afetadas.
A OMS confirmou o primeiro caso de recuperação de um doente com Ébola. Em 27 de maio, o paciente recebeu alta hospitalar na RDC, segundo Anaïs Legand, da organização. Este último desfecho surge num contexto de aumento de casos na região.
Giorgia Meloni enviou uma carta aos dirigentes da UE solicitando reforço da vigilância fronteiriça com foco na RDC e no Uganda, onde surge um novo foco de Ebola Bundibugyo. Ao todo, a mensagem aponta para uma maior atenção à evolução epidemiológica na área.
Reforçar coordenação e prazos
A chefe do Governo italiano propôs incluir o tema da fronteira na ordem de trabalhos do Conselho Europeu de 18 e 19 de junho de 2026. Em preparação, pediu uma videoconferência dos ministros da Saúde já na próxima semana e a definição de prioridades para o EPSCO a 16 de junho.
O Ministério da Saúde italiano, em parceria com a Proteção Civil, acionou protocolos de controlo para viajantes provenientes das regiões afetadas, com vigilância dirigida a quem regressa. Circulares foram emitidas para orientar as autoridades locais.
Desdobramentos internacionais e assistência italiana
Neste fim de semana, Itália enviará uma equipa de peritos do Instituto Spallanzani a Kinshasa para prestar assistência técnica, entregar material médico e reforçar a vigilância epidemiológica. A medida resulta de coordenação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Saúde e a Proteção Civil.
A Comissão Europeia indicou não ter recebido a carta de Meloni até ao briefing, mantendo o canal institucional aberto para avaliação. O porta-voz reiterou que o tema está a ser considerado.
Situação regional e precauções
A ECDC indicou que o risco para a população europeia permanece muito baixo, apesar de a epidemia ser motivo de preocupação. Casos recentes incluem uma cirurgiã de MSF que regressou à Itália sem sintomas, mantendo-se sob observação, e dois voluntários do Uganda que testaram negativo.
Um médico norte-americano internado em Berlim confirmou infecção. A OMS pediu cessar-fogo entre grupos armados na RDC para facilitar o acesso às equipas de saúde. Enquanto isso, o Uganda encerrou fronteiras com a RDC.
Medidas adicionais
O México interditou temporariamente a entrada de residentes não mexicanos provenientes de Uganda, RDC ou Sudão do Sul por 60 dias, como medida de precaução. Cidadãos mexicanos no estrangeiro podem regressar, mas são incentivados a adiar viagens não essenciais.
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