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RDC enfrenta epidemia de ébola considerada extremamente grave e difícil de gerir

OMS alerta: epidemia de Ébola na RDCongo é extremamente grave e de difícil gestão; atraso na deteção agrava a resposta e exige ação imediata de países vizinhos

Montagem de centros de tratamento do Ébola no Congo
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  • A Organização Mundial da Saúde afirmou que a epidemia de Ébola na RDCongo é “extremamente grave e difícil de gerir” e pediu ação imediata dos países vizinhos.
  • Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que a epidemia avança mais rápido do que a resposta, em parte devido a atrasos na deteção.
  • A declaração ocorreu numa reunião ministerial online organizada pela Africa CDC.
  • Já há mais de 900 casos de Ébola suspeitos ou confirmados na RDCongo, com mais de 200 mortes em 867 casos suspeitos.
  • Ataques a centros de tratamento estão a dificultar a resposta ao surto.

O líder da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a República Democrática do Congo (RDCongo) enfrenta uma epidemia de Ébola extremamente grave e difícil de gerir. Pediu aos países vizinhos que atuem de forma imediata para evitar a expansão regional.

Durante uma reunião ministerial online organizada pela Africa CDC, Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou que vários aspetos da epidemia complicam a resposta. O atraso no detecção inicial já está a dificultar o controlo, disse, e a doença avança mais rápido do que as equipas conseguem acompanhar.

Apesar dos esforços urgentes, a OMS indica que, neste momento, o surto cresce mais depressa do que a equipa de resposta pode conter. A organização reforçou a necessidade de mobilizar recursos e coordenação entre países para impedir a propagação.

Perspetivas de evolução e números

Mais de 900 casos de Ébola são até agora suspeitos ou confirmados na RDCongo. Autoridades locais indicam mais de 200 óbitos relacionados com o surto. Centros de tratamento têm sido alvo de ataques, o que complica a resposta e a logística de assistência médica.

Desafios operacionais

Os ataques a unidades de tratamento dificultam o trabalho de equipes de saúde que atuam no terreno. A OMS tem reiterado a importância de proteção aos profissionais e de manter a continuidade dos serviços, apesar da violência e da instabilidade local.

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