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Possível chegada de serpentes venenosas ao bairro preocupa moradores

Estudo liderado pela Organização Mundial da Saúde prevê que serpentes venenosas se aproximem de zonas densamente povoadas até 2050, aumentando mordeduras e mortalidade

Cobra-coral de cores vivas entre folhas caídas na Amazónia brasileira
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  • Espécies venenosas, como víbora-de-água, kraits e mamba-negra, podem mudar de habitat com o aumento das temperaturas, aproximando-se de zonas mais povoadas.
  • O estudo, liderado pela Organização Mundial da Saúde, foi publicado na revista PLOS Neglected Tropical Diseases e analisa previsões até 2050 e 2090.
  • O objetivo é identificar onde vivem as serpentes e prever como as mudanças climáticas podem ampliar encontros com pessoas e aumentar mordeduras.
  • Espécies como mocasins-boca-de-algodão, cobras cuspideiras, víboras da América do Sul e da Europa, e kraits da Ásia podem deslocar-se para áreas urbanas, elevando o risco.
  • O estudo recomenda reforçar o acesso a antiveneno e cuidados médicos em comunidades remotas, além de enfatizar a conservação de serpentes vulneráveis.

O estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde alerta que serpentes altamente venenosas poderiam mudar de habitat devido ao aquecimento global e à ocupação humana. A pesquisa foi publicada esta quinta-feira na revista PLOS Neglected Tropical Diseases.

Conduzido com base em diversas bases de dados, registos de museus, literatura científica e ciência cidadã, o trabalho identifica locais onde vivem espécies como víboras, kraits e mambas. O objetivo é prever como as áreas de distribuição variariam até 2050 e 2090.

Entre as espécies em risco de deslocação estão a víbora-de-água, os kraits, a mamba-negra e outras serpentes venenosas de várias regiões. O estudo antecipa maior proximidade a zonas densamente povoadas e áreas onde não houve contacto prévio com répteis venenosos.

A divulgação sugere que milhões de pessoas ficarão expostas a maior risco de mordeduras, com mais acidentes e possíveis mortes. Caso os padrões climáticos se mantenham, encontros em parques, zonas rurais e locais de trabalho podem aumentar nos próximos anos.

Os autores destacam a necessidade de orientar políticas de saúde pública para reforçar reservas de antiveneno, melhorar o acesso a cuidados médicos em comunidades remotas e apoiar a conservação de espécies vulneráveis. A prevenção passa por medidas simples no dia a dia.

As autoridades são incentivadas a monitorizar mudanças locais de distribuição e a adaptar planos de resposta, incluindo campanhas de educação sobre riscos e uso de calçado adequado, iluminação noturna e distanciamento de serpentes em áreas habitadas.

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