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PS critica resultados na Saúde: cabe ao PM prescindir da ministra

PS acusa o primeiro-ministro de responsabilidade pela Saúde e exige a demissão da ministra Ana Paula Martins, face à redução de cirurgias e falhas estruturais

Maria Antónia Almeida Santos, ex-deputada do PS, integra o secretariado socialista
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  • A secretária nacional do Partido Socialista, Maria Antónia Almeida Santos, pediu a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, responsabilizando o primeiro-ministro pela continuidade da pasta.
  • Diz que a saúde está pior do que há dois anos e que o primeiro-ministro é o responsável máximo pelas políticas de saúde.
  • Aponta dados do Serviço Nacional de Saúde que mostram redução de intervenções cirúrgicas e problemas estruturais no setor.
  • Destaca falta de salas de cirurgia, desvalorização da direção executiva do SNS, desorçamentação e várias demissões nos serviços hospitalares.
  • A Entidade Reguladora da Saúde registra queda de 0,7% nas cirurgias, com incidência mais alta em oncologia (3%) e cardiologia (4,9%); não comentou a proposta do Governo sobre tarefeiros.

A secretária nacional do Partido Socialista, Maria Antónia Almeida Santos, pediu a demissão da ministra da Saúde, apontando o primeiro-ministro como responsável pela continuidade da governança da pasta. A crítica surge num momento de queda de cirurgias e de problemas estruturais no setor.

Almeida Santos afirmou que os números do Serviço Nacional de Saúde mostram que a situação piorou nos últimos dois anos, após a tomada de posse do atual governo. Segundo ela, o primeiro-ministro tem responsabilidade direta por políticas de saúde e pela continuidade da ministra.

A dirigente ressaltou que a ministra não tem demonstrado competências para enfrentar os desafios, mencionando ainda dificuldades como falta de profissionais, envelhecimento da população, maior procura após a pandemia e deterioração de indicadores.

Contexto e acusações

A socialista apontou falhas na gestão, incluindo a carência de salas para cirurgias, desvalorização da direção executiva do SNS e desautorização orçamental, que, na leitura dela, limitam a autonomia dos hospitais. Souza enfatizou que o primeiro-ministro não pode deixar de responder.

Dados da Entidade Reguladora da Saúde foram citados para sustentar a crítica: houve uma redução de 0,7% nas intervenções cirúrgicas, com queda geral em áreas sensíveis como oncologia e cardiologia. Almeida Santos enfatizou a relevância dessas áreas para o acesso à saúde.

Repercussões e próximos passos

Questionada sobre o plano do Governo para os tarefeiros médicos, a dirigente não exibiu posição firme, reconhecendo que a medida pode ter impactos ainda incertos. O tema mantém-se em análise enquanto o PS debate a condução da Saúde e as eventuais mudanças administrativas.

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