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Mais de 40 mil palestinianos em Gaza com sequelas permanentes

OMS alerta que cerca de 43 mil palestinianos em Gaza ficarão com sequelas permanentes sem acesso a reabilitação, com remessas atrasadas por autorizações de Israel entre 130 e 520 dias

Foto: Haitham Imad/EPA
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  • Cerca de quarenta e três mil palestinianos em Gaza sofrem ferimentos com sequelas permanentes desde o início do conflito e não têm acesso à reabilitação.
  • Em dois mil e quinhentos casos, os ferimentos ocorreram após a declaração de cessar-fogo em outubro, e um quarto dos feridos com sequelas são crianças.
  • O conflito provocou cento e setenta e dois mil feridos e setenta e três mil mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
  • A maioria das lesões graves afeta extremidades, com mais de vinte e dois mil casos, incluindo amputações de membros (cinco mil), lesões na medula espinhal (duas mil), queimaduras graves (três mil e quatrocentos) e traumatismos cranioencefálicos graves (mais de mil).
  • Dos dois mil e trezentos pacientes com amputação avaliados entre setembro de 2024 e este mês, apenas quinhentos receberam próteses permanentes; estima-se a necessidade de pelo menos trinta e três mil produtos de apoio, e há longos tempos de espera para autorizações de reabilitação por parte de Israel.

Cerca de 43 mil palestinianos em Gaza sofreram ferimentos com sequelas permanentes desde o início da guerra e continuam sem acesso a reabilitação, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados destacam a gravidade do impacto na população.

Entre os casos, 2500 ocorreram após a declaração de cessar-fogo em outubro, e um quarto dos feridos com sequelas são crianças, segundo a OMS. A organização sublinha a urgência de soluções de longo prazo.

A guerra em Gaza provocou 172 mil feridos e ~73 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. As lesões graves concentram-se principalmente nas extremidades, com mais de 22 mil casos.

Desafios na reabilitação

A maioria das lesões envolve extremidades, com várias categorias de gravidade. Entre amputações por trauma, registam-se cerca de 5 mil casos; lesões da medula espinhal, ~2 mil; queimaduras graves, 3400; traumatismos cranioencefálicos graves, mais de 1300.

A OMS indica que, de 2300 amputações avaliadas entre setembro de 2024 e este mês, apenas 500 receberam próteses permanentes, devido à limitação dos serviços de reabilitação em Gaza. Estima-se a necessidade de pelo menos 33 mil produtos de apoio.

Nenhum centro de reabilitação está a funcionar a pleno regime; há menos hospitais com reabilitação especializada e mais de 400 pacientes em listas de espera por camas especializadas, explicou a OMS. Vanessa Van De Weerdt, em conferência a partir de Jerusalém, enumerou estas dificuldades.

A organização também confirmou que nenhuma equipa de reabilitação entrou em Gaza nos últimos dois anos. Desde meados de abril de 2026, 18 remessas de material de reabilitação — cadeiras de rodas, próteses, equipamento básico — aguardam autorização de Israel. Os tempos de espera variam entre 130 a 520 dias.

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