- O cruzeiro MV Hondius chegou a Granadilla, Tenerife, com 147 pessoas a bordo, para desembarcar pelo menos 104 após o surto de hantavírus.
- O Governo espanhol estimou que mais de 90 pessoas seriam repatriadas até ao final do dia, com dezenas já a sair para os respetivos países e ficar sob observação.
- Um dos cinco franceses retirados apresentou sintomas durante o voo para França; permanece em isolamento, recebe cuidados médicos e será submetido a testes.
- A operação de desembarque foi descrita pela ministra da Saúde como “sem precedentes”: passageiros e tripulantes foram para o aeroporto de Tenerife Sul com proteção sanitária completa e colocados diretamente nos aviões de repatriamento.
- Na segunda-feira à tarde devem partir os dois últimos voos de repatriamento, para a Austrália e para os Países Baixos; restam 43 tripulantes a bordo. Em Tristão da Cunha, uma equipa britânica apoiou um doente com suspeita de infeção, numa operação de emergência.
O cruzeiro MV Hondius chegou este domingo de manhã ao porto de Granadilla, Tenerife, com 147 pessoas a bordo. O desembarque visa libertar pelo menos 104 passageiros após o surto de hantavírus.
O Governo espanhol indicou que mais de 90 repatriações estavam previstas para cumprir ainda hoje, com várias nacionalidades a sair do navio e seguir para os seus países sob observação. A OMS classifica todos os ocupantes como contactos de alto risco e recomenda vigilância por 42 dias.
Um dos cinco franceses retirados apresentou sintomas durante o voo para França, informou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. Os passageiros estão em isolamento e sob cuidados médicos, sujeitos a testes.
A operação, descrita pela ministra da Saúde de Espanha, Mónica García, como sem precedentes, decorreu com o desembarque protegido por máscaras e fatos, sendo os passageiros transferidos em veículos militares para o aeroporto de Tenerife Sul e colocados na pista de embarque.
Na segunda-feira, está prevista a partida de mais dois voos de repatriação: um para a Austrália e outro para os Países Baixos. O último é designado como um “avião vassoura” para transportar quem ainda não voltou. Restam 43 tripulantes a bordo.
Operação britânica
Paraquedistas do Exército britânico prestaram assistência médica de emergência a um doente na ilha de Tristão da Cunha, entre os três britânicos com suspeita de infeção associada ao surto no cruzeiro.
A equipa de seis paraquedistas e dois médicos desceu de um A400M da RAF, num lançamento de paraquedas, segundo o Ministério da Defesa. Suprimentos de oxigénio e outros materiais médicos foram lançados do ar quase simultaneamente.
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