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OMS recomenda 42 dias de quarentena para hantavírus, decisão cabe a cada país

OMS recomenda quarenta e dois dias de quarentena para tripulantes e passageiros do MV Hondius, mas a decisão é de cada país; Espanha, Reino Unido e França optam pela medida, EUA não

O director da OMS com a ministra da Saúde espanhola, Monica Garcia, no porto em Tenerife
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  • A OMS recomenda quarenta e dois dias de quarentena para quem esteve no navio afetado, mas a decisão cabe a cada país e não é imposta pela organização.
  • Países como Espanha, Reino Unido e França disseram que os seus cidadãos no cruzeiro vão cumprir quarentena; os Estados Unidos indicaram que não vão adotar essa medida.
  • O navio MV Hondius chegou às Canárias e já foram retiradas 94 pessoas de 19 nacionalidades, em oito voos para os países de origem ou residência.
  • Na segunda-feira estão previstas mais 24 pessoas a desembarcar e a serem repatriadas para a Austrália e para a Holanda.
  • A OMS confirmou até ao momento seis casos de hematovírus hantavírus entre oito suspeitos; três pessoas morreram e há um caso suspeito de um cidadão francês. O risco para a população em geral é considerado baixo.

O anúncio envolveu o navio MV Hondius, com um surto de hantavírus. A operação de desembarque e repatriamento arrancou hoje nas Canárias, com 94 pessoas de 19 nacionalidades retiradas para os países de origem ou residência. Outras 24 pessoas devem desembarcar na segunda-feira, rumo à Austrália e aos Países Baixos.

A OMS, liderada por Tedros Adhanom Ghebreyesus, reiterou uma recomendação de quarentena de 42 dias para tripulação e passageiros. A medida é orientativa e não imposta; cada país decide os protocolos que entende mais adequados.

O diretor-geral explicou que a quarentena pode ocorrer em casa ou numa unidade de saúde, com seguimento ativo. Admitiu riscos associados à não implementação, mas frisou que a OMS não força adotar a proposta.

Citado em Tenerife, o anúncio ocorreu no porto de Granadilla, durante o início da operação de desembarque. O navio seguiu para os Países Baixos, onde está registado e de onde é operado.

De acordo com o Governo espanhol, 94 pessoas já foram retiradas. Um segundo grupo de 24 pessoas deverá sair na próxima segunda-feira.

Entre os ocupantes, um cidadão francês apresentou sintomas de tosse durante o voo para casa, tornando-se caso suspeito, a tratar segundo o protocolo francês. A OMS confirma seis casos, com oito suspeitos.

Três pessoas morreram associadas ao hantavírus entre os casos confirmados ou suspeitos que viajaram no navio. Ninguém a bordo do navio ao chegar hoje às Canárias apresentava sintomas.

O navio esteve em viagem desde a Argentina, cruzando o Atlântico Sul, quando foi registrado o alerta sanitário. O hantavírus Andes, a variante identificada, pode transmitir-se entre pessoas em determinadas circunstâncias.

Os sintomas iniciais variam entre gripe, tosse, febre, dores de cabeça e musculares. Dependendo da estirpe, o hantavírus pode evoluir para infeção pulmonar ou renal.

A OMS mantém que o risco para a população em geral permanece baixo. O operativo de desembarque continua, com atuação de autoridades de saúde e de imigração espanholas, bem como de países de destino dos repatriados.

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