- O MV Hondius chegou ao porto de Granadilla de Abona às 6h locais, com manobras assistidas por lancha e rebocador, para evitar contacto com terra.
- A partir das 8h começou o desembarque dos passageiros no aeroporto de Tenerife Sul, com os primeiros 14 espanhóis a seguir de avião militar para Madrid, para quarentena no Hospital Gómez Ulla.
- No total, há 147 passageiros de 23 nacionalidades, desembarcando em grupos de cinco pessoas, com voos já preparados para os respetivos destinos e dois a chegar no domingo.
- A operação é viabilizada pelo mecanismo europeu de proteção civil, com aviões da União Europeia e de estados membros; o percurso entre o porto e o aeroporto e as zonas de desembarque são isolados.
- A Organização Mundial de Saúde mantém que todos a bordo são contatos de alto risco e devem ficar sob monitorização por 42 dias; há seis casos confirmados de hantavírus e três mortes associadas ao surto, com o corpo de uma passageira alemã a seguir para os Países Baixos.
O MV Hondius chegou ao porto de Granadilla de Abona, em Tenerife, às 6 horas locais. O navio, que registou um surto de hantavírus, entrou com apoio de uma lancha do porto e de um rebocador, para evitar atracagem e minimizar riscos em terra. A operação é descrita pelo Governo espanhol como sem precedentes.
A entrada e a manobra foram feitas de forma a manter distância entre o navio e as áreas portuárias. A operação de desembarque começa às 8 horas, com transporte dos passageiros para o aeroporto de Tenerife Sul, a cerca de 10 quilómetros de distância.
Desembarque por nacionalidade e medidas de controlo
Desembarque e controlo sanitário
Os primeiros a sair são os 14 espanhóis, que seguirão num avião militar para Madrid e ficarão em quarentena no Hospital Gómez Ulla. Depois, o desembarque prosseguirá por nacionalidades, em grupos de cinco pessoas, com 147 viajantes de 23 nacionalidades já na ilha.
Todos os passageiros e tripulantes têm as bagagens retiradas após o desembarque; apenas itens pessoais podem ser levado no momento. A operação decorre em zonas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, sem contacto com a população local. O trajeto entre porto e aeroporto, de cerca de 10 km, é feito com veículos militares e permanece isolado.
Aeronaves para repatriamento e regras de saída
Condições de repatriamento
Os aviões que transportarão os cidadãos repatriados já se encontram preparados. A repatriação é realizada ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, com aeronaves da União Europeia e de Estados-membros, além de voos de países não comunitários. Estados Unidos e Reino Unido já confirmaram o envio de aviões.
Quem permanece a bordo e normas sanitárias
Pessoal a bordo e proteção
No navio ficam 43 membros da tripulação, que devem viajar na segunda-feira para os Países Baixos, onde está registada a propriedade do Hondius. Todas as pessoas a bordo usam máscaras e demais equipamentos de proteção; não apresentam sintomas no momento.
O cadáver de uma passageira alemã falecida no cruzeiro mantém-se a bordo e será enviado para os Países Baixos. A Organização Mundial de Saúde indica que todos os ocupantes do navio são considerados contatos de alto risco, com acompanhamento previsto por 42 dias.
Impacto e posição oficial
Reação das autoridades
O Governo das Canárias expressou reservas sobre a duração da operação, que prolonga-se até segunda-feira, ultrapassando as 12 horas inicialmente previstas. A decisão envolve o uso de instalações portuárias e aeroportuárias para assegurar o isolamento e a segurança sanitária.
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