- Um dos cinco franceses retirados do navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por hantavírus, apresentou sintomas no avião de repatriação e permanece em isolamento com testes e avaliação médica.
- O governo vai aprovar ainda hoje um decreto para aplicar as medidas de isolamento aos casos de contacto.
- Até ao momento foram retiradas 76 pessoas do navio, que chegou a Tenerife com 147 a bordo; pelo menos 104 deverão desembarcar e ser repatriadas na ilha.
- A operação, coordenada por Espanha, Países Baixos, Organização Mundial da Saúde e União Europeia, envolve aviões fretados e transporte militar.
Um dos cinco franceses retirados do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, foi repatriado para a França com sintomas, confirmou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu vía X. Os passageiros em repatriação ficaram isolados e receberão cuidados médicos, com testes e avaliações de saúde previstas.
Segundo o chefe do executivo, os cinco passageiros apresentaram sinais no avião de repatriação e estão sob isolamento rigoroso até nova ordem. O governo prepara, ainda hoje, um decreto para formalizar as medidas de isolamento para casos de contacto.
A operação de repatriação decorre nas ilhas Canárias, após o navio chegar a Tenerife com 147 pessoas a bordo. Pelo menos 104 deverão desembarcar e serem repatriadas na ilha, segundo o Governo espanhol.
Desembargos e destinos
Ao longo do dia, partiram 14 espanhóis para um hospital militar em Madrid, após desembarque no aeroporto de Tenerife Sul. Também seguiram 5 franceses para Paris, 26 pessoas para os Países Baixos, 20 britânicos, um alemão e um japonês para Inglaterra, dois irlandeses e três turcos para os respetivos países.
Mais tarde, 17 norte-americanos, que viajavam no pacote, devem seguir para os EUA, conforme o balanço do Ministério da Saúde espanhol. A operação está prevista terminar segunda-feira à tarde, com um voo para a Austrália que envolve passageiros de várias nacionalidades.
Coordenação internacional
O MV Hondius, com bandeira neerlandesa, está a ser gerido pela Holanda, que assume a responsabilidade pelos repatriamentos. Aviões fretados por países da UE também participam, sob o mecanismo europeu de proteção civil.
A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, descreveu a operação como inédita e de envergadura internacional, coordenada por Espanha, Países Baixos, OMS e UE. Os passageiros e tripulantes viajam com proteção sanitária, apenas a partir de Granadilla para Tenerife Sul.
O navio, que viajava da Argentina a Cabo Verde, gerou um alerta sanitário internacional no fim de semana. O hantavírus Andes, detectado, é raro e pode transmitir-se entre pessoas, embora se tenha confirmado transmissão de pessoa a pessoa em casos limitados. Até ao momento, seis casos são confirmados entre oito suspeitos; três pessoas morreram. No barco, nenhum doente permanece a bordo.
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