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Vazio legal facilita vendas milionárias e práticas duvidosas na audição

Vazio legal permite vendas milionárias de aparelhos auditivos sem acompanhamento clínico, rastreios porta a porta e falhas de atuação da ERS e Infarmed

Problema está na classificação dos aparelhos: uns são médicos e outros apenas amplificadores
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  • Em Portugal, empresas de audição vendem produtos de milhares de euros sem verdadeiro acompanhamento clínico.
  • Há pressão sobre idosos e pessoas vulneráveis para participação em rastreios de porta em porta.
  • Operam numa zona cinzenta da lei, onde a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e o Infarmed não conseguem agir de forma eficaz.
  • A denúncia chega de otorrinolaringologistas, audiologistas e associações de doentes, todos concordando num ponto: o setor tornou-se terreno fértil para práticas agressivas e pouco transparentes.
  • O vazio legal que persiste há anos é apontado como responsável pelas práticas consideradas duvidosas no setor.

Há empresas em Portugal que vendem produtos de audição a custos elevados sem acompanhamento clínico adequado. Antigos métodos incluem pressão sobre idosos em rastreios de porta em porta.

O fenómeno ocorre num contexto de vazio legislativo que persiste há anos. Reguladores não conseguem agir de forma eficaz devido à falta de moldes legais claros.

Oss representantes da área apontam que o setor se tornou terreno fértil para práticas agressivas e pouco transparentes, explorando vulnerabilidades de quem precisa de soluções auditivas.

Entre os agentes envolvidos estão otorrinolaringologistas, audiologistas e associações de doentes, que denunciam falhas no funcionamento do sistema de saúde para proteger cidadãos.

A situação envolve ainda a falta de atuação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e do Infarmed, que não conseguem intervir de forma contundente diante da ausência de normas definidas.

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