O MV Hondius permanece sob vigilância médica após confirmar seis casos de hantavírus, entre oito suspeitos, em facto reportado pela OMS. O navio deverá chegar a Tenerife, Ilhas Canárias, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo.
A organização indica que três de oito casos continuam sem confirmação laboratorial, e que os casos confirmados são todos da estirpe Andes, conhecida pela transmissão entre pessoas. A taxa de letalidade apontada é de 38%.
Segundo a OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus vai coordenar a operação de evacuação a partir das Canárias, acompanhado por ministros espanhóis. O objetivo é retirar passageiros do navio e assegurar o controlo sanitário adequado.
Operação de evacuação em Tenerife
O navio deverá atracar no porto de Granadilla, mas não está prevista atracação; manter-se-á à deriva próximo do porto. Os passageiros serão conduzidos para terra em pequenas embarcações, com veículos de apoio equipados com proteção.
Em terra, a transferência ocorre para o principal aeroporto da ilha, a pouco mais de 10 minutos do porto. Os autocarros utilizados para o transporte têm equipas de biossegurança a bordo e dirigem-se diretamente à pista, para embarque nos aviões.
A maioria dos passageiros espanhóis será enviada para Madrid num hospital militar. Países como EUA, Reino Unido, França e Alemanha já confirmaram envio de meios para repatriar os seus cidadãos. Os Países Baixos assumem a responsabilidade de repatriar os casos sem resposta.
Contexto e investigação
Partiu de Ushuaia, na Patagónia, no início de abril, para uma viagem transatlântica que discute se a contaminação ocorreu em terra ou no próprio navio. A estirpe Andes é a única conhecida com transmissão entre humanos.
As autoridades espanholas não indicaram qualquer risco de saúde pública na população, reiterando que o risco permanece principalmente para a pessoa infectada. O Governo central e a proteção civil mantêm o monitorização dos próximos passos.
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