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Navio de todos os medos chega às Canárias

MV Hondius chega às Canárias; evacuação de passageiros apenas por mar, sob supervisão da OMS e autoridades espanholas, com destino a Madrid para alguns viajantes

Desembarque será feito com recurso a lanchas, que trarão os passageiros do navio para terra.
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  • O navio MV Hondius, onde começou o surto de hantavírus, começa a desembarcar passageiros nas Canárias, fundeado junto ao porto industrial de Granadilla de Abona, em Tenerife, com a retirada a ocorrer por lanchas.
  • A operação é supervisionada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pelos ministérios da Saúde e do Interior espanhóis e pela Comissão Europeia, envolvendo cerca de 150 pessoas a bordo que serão avaliadas por equipas médicas à saída.
  • A retirada só ocorre se houver um voo imediato disponível em Tenerife; os cidadãos espanhóis (13 passageiros e 1 tripulante) serão levados para Madrid, para quarentena no hospital militar Gómez Ullá, enquanto os restantes seguem para os Países Baixos para desinfecção; o passageiro português residente no Reino Unido sairá do navio nos Países Baixos.
  • O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve em Espanha para acompanhar o desembarque e disse compreender os receios, reafirmando que isto não é uma nova covid-19.
  • O número de casos permanece estável (oito no total, com três mortos); todos a bordo continuam sem sintomas, e o paciente internado nos Cuidados Intensivos na África do Sul encontra-se em melhoria; uma tripulante de cabine testou negativo ao hantavírus na sexta-feira.

O navio MV Hondius chegou às Canárias, onde desembarcará passageiros sob supervisão da OMS, dos ministérios espanhóis da Saúde e do Interior e da Comissão Europeia. A operação visa retirar parte da tripulação e passageiros no porto industrial de Granadilla de Abona, em Tenerife, mantendo o navio fundeado fora do cais.

A retirada será feita por lanchas, com avaliação médica de quem deixar a embarcação. O governo espanhol só autorizará acordos de saída se existir um voo disponível imediato para Tenerife. Os cidadãos espanhóis a bordo seguirão para Madrid, para quarentena no hospital Gómez Ullá.

A bordo continua a monitorização médica da OMS, com a intenção de evitar a disseminação do hantavírus. O navio não atracará e manterá a operação fora do cais, antes do desfecho no percurso para os Países Baixos, onde será realizada a desinfecção.

Deslocação e destino final

Quem abandonar o navio será encaminhado a análises médicas para confirmar ausência de sintomas. O clã de nacionalidade holandesa, bem como o corpo do homem que faleceu, seguirá direção aos Países Baixos para desinfecção final, com o cidadão português residente no Reino Unido a sair do navio no trajeto.

Atualizações da OMS

O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus chegou a Espanha para acompanhar o desembarque e afirmou compreender os receios da população, reiterando que o caso não é uma repetição da covid-19. A OMS mantém que o risco global permanece baixo e que oito casos foram confirmados, com três mortes, até o momento.

A diretora do departamento de Gestão de Ameaças Pandémicas, Maria van Kerkhove, indicou que os números continuam estáveis e que quem está a bordo não apresenta sintomas. O internado em Cuidados Intensivos, na África do Sul, evolui favoravelmente.

Último boletim indica que, na sexta-feira, uma tripulante de cabina envolvida no voo de Santa Helena para Joanesburgo testou negativo ao hantavírus.

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