O navio MV Hondius chegou às Canárias, onde desembarcará passageiros sob supervisão da OMS, dos ministérios espanhóis da Saúde e do Interior e da Comissão Europeia. A operação visa retirar parte da tripulação e passageiros no porto industrial de Granadilla de Abona, em Tenerife, mantendo o navio fundeado fora do cais.
A retirada será feita por lanchas, com avaliação médica de quem deixar a embarcação. O governo espanhol só autorizará acordos de saída se existir um voo disponível imediato para Tenerife. Os cidadãos espanhóis a bordo seguirão para Madrid, para quarentena no hospital Gómez Ullá.
A bordo continua a monitorização médica da OMS, com a intenção de evitar a disseminação do hantavírus. O navio não atracará e manterá a operação fora do cais, antes do desfecho no percurso para os Países Baixos, onde será realizada a desinfecção.
Deslocação e destino final
Quem abandonar o navio será encaminhado a análises médicas para confirmar ausência de sintomas. O clã de nacionalidade holandesa, bem como o corpo do homem que faleceu, seguirá direção aos Países Baixos para desinfecção final, com o cidadão português residente no Reino Unido a sair do navio no trajeto.
Atualizações da OMS
O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus chegou a Espanha para acompanhar o desembarque e afirmou compreender os receios da população, reiterando que o caso não é uma repetição da covid-19. A OMS mantém que o risco global permanece baixo e que oito casos foram confirmados, com três mortes, até o momento.
A diretora do departamento de Gestão de Ameaças Pandémicas, Maria van Kerkhove, indicou que os números continuam estáveis e que quem está a bordo não apresenta sintomas. O internado em Cuidados Intensivos, na África do Sul, evolui favoravelmente.
Último boletim indica que, na sexta-feira, uma tripulante de cabina envolvida no voo de Santa Helena para Joanesburgo testou negativo ao hantavírus.
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