Claire Brosseau, atriz e humorista canadense de 49 anos, voltou a contestar no Tribunal Superior de Justiça de Ontario o direito à morte assistida. O caso ocorreu esta semana em Toronto, num contexto de disputa legal sobre elegibilidade.
Brosseau vive em Montreal e enfrenta transtorno bipolar grave, PTSD e outros problemas de saúde mental, apesar de manter boa saúde física. A vítima relata sofrimento intenso e revela não conseguir sair de casa há meses.
A defesa sustenta que a situação da artista é extraordinária e pede uma decisão judicial que permita o acesso à eutanásia, mesmo sem cumprir os critérios normais da legislação canadiana vigente.
Os pais e a irmã expressaram choque e tristeza ao conhecerem os planos da filha, descrevendo sentimentos de revolta e dor diante da situação familiar. A família pediu respeito pela gravidade do caso.
Contexto legal
Desde 2016, a legislação canadense permite a morte assistida sob condições estritas, incluindo doença física grave e incurável. Casos de saúde mental ainda enfrentam barreiras para elegibilidade e acesso.
O governo federal tem discutido a expansão dos critérios, mas já adiou alterações várias vezes. Um comité analisa o tema e deve apresentar recomendações até março de 2027.
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