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Assimetria regional limita a resposta dos cuidados de saúde primários

Assimetria regional de médicos de família complica a resposta dos cuidados de saúde primários, com mais de dez milhões de utentes e 1,6 milhões sem médico atribuído

Médicos de família
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  • O número de utentes inscritos nos cuidados de saúde primários ultrapassou os 10,7 milhões no final de fevereiro, com um aumento de cerca de 680 mil nos últimos dez anos.
  • Desses utentes, 1.592.778 não tinham médico de família atribuído.
  • A assimetria territorial persiste: áreas com cobertura quase total conseguem responder a pedidos do SNS 24, mas zonas sem médicos de família ficam sem resposta adequada.
  • O presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar pediu que não se referenciem utentes para cuidados de saúde primários sem haver médico disponível.
  • A ministra da Saúde anunciou abertura de vagas em todas as zonas onde são necessárias; a posição é que mais vagas podem melhorar o recrutamento, embora reconheça o desafio de captar milhares de médicos.

A assimetria regional na disponibilidade de médicos de família continua a limitar a resposta dos cuidados de saúde primários. O número de utentes inscritos nesses cuidados aumentou cerca de 680 mil nos últimos 10 anos, ultrapassando os 10,7 milhões no final de fevereiro, aponta a Segurança Social e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Através da agência Lusa, o presidente da associação, Nuno Jacinto, recordou que o SNS 24 encaminha cada vez mais utentes para os cuidados de saúde primários, algo visto como positivo. Contudo, sublinhou os entraves provocados pela falta de médicos de família em diversas regiões do país.

Para Jacinto, os cuidados de saúde primários devem conseguir resolver a esmagadora maioria das situações de doença aguda e das agudizações de doenças crónicas. O principal problema, explicou, é a assimetria gigante no território em termos de resposta devido à escassez de profissionais.

Em zonas com cobertura de médicos de família quase total, o sistema funciona com relativa facilidade, incluindo referências do SNS 24. Já em áreas sem médicos de família a resposta fica comprometida, afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

O responsável destacou que não basta referenciar para os cuidados de saúde primários se não houver médico disponível para a consulta, se o utente não tiver médico atribuído ou se a unidade não funcionar por falta de profissionais.

Para além disso, a questão não está apenas na organização, mas sobretudo na disponibilidade de recursos humanos. A escassez de profissionais mantém-se como o grande desafio que persiste sem solução.

Jacinto apontou que o aumento de utentes inscritos no SNS não tem sido acompanhado por um crescimento proporcional de médicos, o que considera uma situação preocupante e de maior dificuldade de acesso aos serviços.

Sobre a recente comunicação da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, quanto à abertura de vagas onde forem necessárias, o presidente da associação disse que a medida é positiva e tem sido pedida há muito por sindicatos, pela Ordem dos Médicos e pela própria APFM.

Afirmou que todas as vagas devem ficar disponíveis para facilitar a escolha dos médicos, reconhecendo a dificuldade antiga na fixação de médicos de medicina geral e familiar. A aposta é por mais contratações, sem pretender atingir números inexequíveis de imediato.

Dados oficiais indicam que, entre os utentes inscritos, 1.592.778 não tinham médico de família. O conjunto destas informações reforça a necessidade de uma resposta mais rápida e igualitária nos cuidados de saúde primários.

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