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OCDE alerta que saúde mental custa 76 mil milhões/ano às economias europeias

Relatório da OCDE alerta: a má saúde mental custa 76 mil milhões de euros por ano na Europa, com queda de PIB e cerca de 28 mil mortes prematuras anuais

Crise de saúde mental custa às economias europeias 76 mil milhões de euros por ano
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  • A má saúde mental custa cerca de 76 mil milhões de euros por ano às economias europeias, representando cerca de 6% dos orçamentos totais da saúde.
  • O impacto económico inclui uma redução prevista do PIB de 1,7% por ano entre 2025 e 2050, devido a menor participação no mercado de trabalho e menor produtividade.
  • Em termos de saúde, a UE pode perder aproximadamente 28 mil mortes prematuras por ano e 2,5 anos de esperança de vida saudável nas próximas duas décadas devido a perturbações como ansiedade, depressão e consumo de álcool.
  • As perturbações mentais afetam mais de um em cada cinco pessoas na OCDE/UE, com ansiedade a representar cerca de 40% dos casos, depressões 20% e perturbações associadas ao consumo de substâncias 17%; a incidência tem vindo a aumentar, especialmente entre jovens.
  • Cerca de 67,5% das pessoas que necessitam de cuidados de saúde mental na UE não recebem tratamento; as reformas apontam para intervenções comunitárias e de cuidados primários para acelerar o acesso e reduzir custos.

O relatório da OCDE afirma que a má saúde mental custa cerca de 76 mil milhões de euros por ano às economias europeias, o equivalente a 6% dos orçamentos de saúde. O estudo destaca que o impacto vai além do indivíduo, afetando diretamente recursos e produtividade.

Segundo a OCDE, as perturbações mentais agravam outras doenças físicas, elevando a complexidade e o custo dos tratamentos. O documento antecipa ainda um impacto significativo no mercado de trabalho e no PIB entre 2025 e 2050.

A análise aponta que episódios depressivos major, ansiedade generalizada e problemas ligados ao álcool reduzem, em conjunto, a hopeira de vida saudável da UE em 2,5 anos nos próximos 25 anos, resultando em cerca de 28 mil mortes prematuras anuais.

Impacto económico e demográfico

A OCDE refere que, nos últimos 20 anos, a taxa de perturbações mentais aumentou cerca de 21% entre os países membros. Hoje, mais de 1 em cada 5 pessoas na UE e na OCDE é afetada por uma perturbação mental.

As perturbações de ansiedade representam a maioria dos casos, seguidas pelas depressivas e pelas associadas ao consumo de substâncias. Muitas situações permanecem subdiagnosticadas por estigma e limitações dos sistemas de saúde.

Grupos mais afetados

Mulheres, jovens e pessoas com baixos rendimentos são os grupos mais atingidos. Entre jovens de 15 a 24 anos, mais de 25% já sofreu de uma perturbação mental, segundo dados da OCDE.

A tendência é preocupante porque perturbações surgidas antes dos 24 tendem a prolongar-se na idade adulta se não tratadas. Fatores como pandemia, guerra, instabilidade geopolítica e crises económicas ajudam a explicar o aumento.

Fatores sociais e tecnológicos

Os autores destacam ainda que a ansiedade ligada às alterações climáticas é uma preocupação crescente entre os jovens, com 84% a manifestarem algum grau de ansiedade sobre o futuro do planeta. O uso problemático das redes sociais é outro fator em ascensão.

Geralmente, a saúde mental melhora com a idade adulta, com exceção de um ligeiro aumento em idosos com 95+ anos. A análise sugere que o contexto de vida influencia fortemente esses padrões.

Desafios de acesso e políticas públicas

A maioria dos países já tem quadros políticos para a saúde mental, mas o acesso a cuidados continua deficiente. Cerca de 67,5% das pessoas que precisam de cuidados não recebem tratamento na UE.

Entre os obstáculos estão custos diretos para terapias, falta de serviços em zonas rurais e escassez de profissionais. O relatório enfatiza o papel de intervenções comunitárias, primárias, escolares e laborais.

Caminhos de reforma

Os investigadores defendem uma mudança de foco: reduzir a resposta hospitalar em favor de ações precoces fora do hospital. Atrasos no tratamento agravam o prognóstico e aumentam custos, apontam os autores.

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