- A comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu aprovou uma recomendação para aumentar o financiamento da UE para a saúde das mulheres, apresentada pela eurodeputada Catarina Martins (Bloco de Esquerda).
- O parecer, ainda não vinculativo, será discutido em sessão plenária e visa criar uma Estratégia Europeia para a Saúde das Mulheres.
- A decisão em Bruxelas ficou em vinte e quatro votos a favor, cinco contra e uma abstenção.
- O documento defende foco em questões como menopausa, endometriose, síndromes associadas ao ovário e doenças cardiovasculares e metabólicas, bem como saúde mental e neurológica.
- Pede ainda que a União Europeia e os Estados-membros reconheçam a violência ginecológica e obstétrica como violação da autonomia corporal e forma de violência de género.
A comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu aprovou, nesta quinta-feira em Bruxelas, uma recomendação do Bloco de Esquerda para aumentar o financiamento da UE dedicado à saúde das mulheres. O parecer, apresentado pela eurodeputada Catarina Martins, defende uma Estratégia Europeia para a Saúde das Mulheres e aponta necessidades específicas, como menopausa e endometriose.
A votação na comissão terminou com 24 votos a favor, 5 contra e 1 abstenção. O documento, ainda não juridicamente vinculativo, deverá seguir para aprovação em sessão plenária. O objetivo é direcionar mais recursos da UE para condições associadas à saúde feminina que vêm, segundo o texto, sendo subfinanciadas ou pouco estudadas.
Entre os temas destacados estão menopausa, endometriose, síndrome do ovário poliquístico, doenças cardiovasculares e metabólicas, bem como saúde mental e neurológica. O parecer também pede que a Comissão Europeia e os Estados-membros reconheçam formalmente a violência ginecológica e obstétrica, incluindo procedimentos não consentidos e abuso verbal, como uma violação da autonomia corporal e uma forma sistémica de violência de género.
Catarina Martins afirmou que as mudanças propostas poderiam corrigir uma injustiça histórica que tem custado vidas. A eurodeputada ressaltou que reconhecer a necessidade de uma estratégia de saúde das mulheres demonstra o compromisso da Europa em assegurar que a saúde não tenha um género privilegiado e que a ciência sirva toda a população.
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