- O parlamento do Reino Unido aprovou uma lei que proíbe, para toda a vida, a compra de tabaco a quem nasceu depois de 1 de janeiro de 2009.
- A medida visa criar uma “geração sem fumo”, protegendo futuras gerações e reduzindo custos de saúde relacionados com tabagismo.
- A lei ficará em vigor após o consentimento real, o passo formal para tornar a legislação efetiva; o processo começou a 5 de novembro de 2024 e terminou com a aprovação da Câmara dos Lordes.
- Além do tabaco, também será proibida a publicidade de cigarros electrónicos e de produtos de nicotina junto de menores.
- O tabaco provoca cerca de 400 mil admissões hospitalares e 64 mil mortes por ano no Reino Unido, com custos de saúde superiores a 3,4 mil milhões de euros.
O Parlamento do Reino Unido aprovou uma lei que proíbe a venda de tabaco a quem nasceu depois de 1 de janeiro de 2009, impedindo que estas pessoas comprem tabaco ao longo da vida. A medida visa criar uma geração sem fumo e reduzir custos de saúde.
A lei abrange todo o território britânico e prevê que qualquer pessoa nascida após 1 de janeiro de 2009 não possa adquirir tabaco. O Governo explica que a norma protege as gerações futuras de uma vida de dependência.
O processo legislativo começou a 5 de novembro de 2024 e terminou esta terça-feira com a aprovação da Câmara dos Lords. A medida aguarda apenas o consentimento real para entrar em vigor.
Além de proibir a venda, a legislação impede também a publicidade de cigarros eletrónicos e de produtos de nicotina junto de menores. A norma estende-se a toda a cadeia de comercialização.
De acordo com o The Guardian, o tabaco provoca cerca de 400 mil admissões hospitalares anuais no Reino Unido, correspondendo a cerca de 64 mil mortes por ano. Os custos dos tratamentos relacionados com tabaco superam os 3,4 mil milhões de euros.
Outros países já adotaram medidas semelhantes. A Nova Zelândia proibiu a venda de tabaco a quem nasceu a partir de 2009, em 2021.
Recentemente, as Maldivas proibiram compra, venda e consumo de tabaco a quem nasceu a partir de 2007. Estas medidas refletem uma tendência global de restrição de consumo entre jovens.
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