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Hospital de Ponta Delgada adota novo modelo de governação para reduzir falhas

HDES implementa novo modelo de governação para eliminar ineficiências, com medidas até ao final do ano para reduzir custos e melhorar a prestação

Hospital de Ponta Delgada, nos Açores
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  • O HDES, em Ponta Delgada, está a implementar um novo modelo de governação com expectativa de operacionalização total até ao final do ano.
  • Um estudo da Deloitte identificou ineficiências e pontos de estrangulamento, incluindo duplicação de despesas e ausência de organização funcional em áreas críticas.
  • Entre as medidas já implementadas está a criação de um serviço autónomo de compras, separado do aprovisionamento, com foco em reduzir custos.
  • Foram criados novos serviços de qualidade, ambiente, segurança e epidemiologia, e pretende-se melhorar a integração de sistemas informáticos entre serviços.
  • O hospital tem uma dívida a fornecedores de 105 milhões de euros; está em curso o projeto de arquitetura para requalificação do bloco operatório, com lançamento de concurso ainda este ano e conclusão prevista até fim do ano.

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, Açores, está a implementar um novo modelo de governação com o objetivo de corrigir ineficiências. A plena operacionalização está prevista até ao final do ano, segundo a administração.

Carlos Pinto Lopes, presidente do conselho de administração, afirmou aos jornalistas que o regulamento interno deve estar em vigor até fim de ano, com os serviços a funcionar de forma alinhada. A reforma surge após o incêndio de maio de 2024, que evidenciou falhas no funcionamento.

A ouviram-se opções estratégicas para o futuro do HDES durante a sessão “HDES – Uma Visão sobre o Amanhã”, no auditório da unidade. A gestão pretende adaptar-se à realidade atual do hospital e consolidar as alterações aprovadas.

Reforma e identificados impactos

Um estudo da Deloitte identificou ineficiências e pontos de estrangulamento nos serviços, com prioridades definidas para resolução até o fim do ano. Entre os problemas: falta de integração entre serviços e duplicação de despesas.

Entre as medidas implantadas está a criação de um serviço autónomo de compras, separado do aprovisionamento. Também se detetou a ausência de um subsistema de compras de bloco operatório com gestor dedicado.

Foram apontadas melhorias na farmácia e no serviço de gestão financeira, bem como a necessidade de uma transversalidade de informática para integrar sistemas que funcionam em ilhas. Criou-se ainda um novo serviço de qualidade, ambiente, segurança e epidemiologia.

Esta reestruturação visa reduzir custos operacionais e libertar recursos para investimento e para regularizar dívidas com fornecedores. O hospital tem uma dívida de 105 milhões de euros, segundo o presidente, resultado de maior atividade e custos de fármacos.

Infraestruturas e próximos passos

Quanto à infraestrutura, está em curso o projeto de arquitetura para requalificação do bloco operatório, com concurso público previsto ainda este ano. O objetivo é ter o bloco requalificado até ao fim do ano e reduzir a pressão sobre o internamento.

O programa funcional do futuro hospital, adjudicado pela direção regional de saúde, deverá ficar concluído em maio, seguido pela definição do programa preliminar. Este documento define o que se quer e como se fará.

Questionado sobre tempos de espera no hospital modular, o responsável reconheceu que podem melhorar, especialmente nos casos mais críticos. O módulo foi criado após o incêndio em 2024 para assegurar a continuidade dos cuidados.

Contexto do incêndio e resposta regional

Em 4 de maio de 2024, o maior hospital dos Açores foi atingido por um incêndio que obrigou a transferências para outras unidades da região, da Madeira e do continente. Um hospital modular foi construído junto ao HDES para manter os cuidados.

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