O Hospital de São João, no Porto, registou 212 internamentos considerados desnecessários nos seus serviços. Deste total, 164 utentes estavam à espera de respostas na rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI) e 48 correspondiam a internamentos sociais, ou seja, pacientes com alta clínica que necessitam de apoio fora do hospital, mas sem resposta disponível.
A situação aponta para atrasos na gestão de alta e de encaminhamento para estruturas de apoio externo. O tempo médio de permanência nesses casos no hospital é de 157 dias, havendo casos com mais de um ano. Em conjunto, os internamentos sociais em Portugal atingiram 745 na segunda-feira, segundo o presidente do Instituto de Segurança Social (ISS), Pedro Corte Real.
Contexto: projeto Voltar a Casa e avaliação institucional
O PS apresentou um projeto de lei que cria o programa Voltar a Casa, destinado a facilitar o regresso de pacientes para casa com suporte. O documento é visto como positivo, mas é considerado insuficiente por algumas entidades. O director executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) afirma que o instrumento não resolve, ainda que os internamentos sociais representem cerca de 10% do total de internamentos.
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