- A despesa do SNS com prestadores de serviços (tarefeiros) subiu 35,9 milhões de euros em 2025, para 266,8 milhões, com a maioria destinada a médicos.
- Apenas a despesa com médicos tarefeiros aumentou 36,9 milhões, para 249,7 milhões de euros, um crescimento de 17% face a 2024 (mais de 61 milhões de euros em dois anos).
- Os custos com horas extras também aumentaram, mas no caso dos enfermeiros; as horas de prestação de serviços dos médicos subiram, enquanto as dos enfermeiros desceram.
- Os médicos tarefeiros fizeram 5,8 milhões de horas de prestação de serviços em 2025, mais 620 mil horas que em 2024; os enfermeiros realizaram quase 470 mil horas, menos 144 mil que no ano anterior.
- A Unidade Local de Saúde do Algarve foi a que mais gastou em tarefeiros, com 21,6 milhões de euros, seguida pelas ULS do Oeste (14,7 milhões) e do Médio Tejo (13,2 milhões).
O SNS registou um aumento de 35,9 milhões de euros nas despesas com prestadores de serviços em 2025, totalizando 266,8 milhões. Os custos são majoritariamente suportados por médicos tarefeiros, cuja atividade tem permitido manter o funcionamento das urgências. Os encargos com horas extras cresceram, mas entre os enfermeiros.
Entre os profissionais, os médicos tarefeiros passaram a representar 249,7 milhões de euros, mais 36,9 milhões face a 2024, um aumento de 17%. Em termos de horas, houve mais 5,8 milhões de horas de prestação de serviços por médicos, face a 2024. Os enfermeiros tiveram uma pequena subida de horas extras e quedas na prestação de serviços.
Os dados, enviados pela Administração Central do Sistema de Saúde ao PÚBLICO, mostram uma tendência de maior utilização de regimes de serviço sem vínculo institucional para médicos, enquanto enfermeiros recorrem mais a horas extras. Em 2025, a ULS do Algarve foi a que gastou mais: 21,6 milhões de euros.
Despesas por região
A seguir, destacam-se a ULS do Oeste, com 14,7 milhões, e a ULS do Médio Tejo, com 13,2 milhões, como os maiores montantes de despesa com tarefeiros no país.
As variações por região refletem a intensificação da procura de serviços de urgência e de apoio pontual por médicos tarefeiros.
As entidades de saúde continuam a avaliar medidas para regular a contratação de profissionais sem vínculo.
Entre na conversa da comunidade