- O médico Eurico Castro Alves recebeu mais de 178 mil euros entre 2021 e 2025, enquanto coordenador da equipa que faz cirurgias em produção adicional no Hospital de Santo António, no Porto.
- A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) considera a retribuição irregular e aponta para a necessidade de devolução por falta de registos que comprovem o momento da prestação do trabalho.
- A IGAS responsabiliza a Unidade Local de Saúde (ULS) pela acumulação indevida.
- A ULS afirma que tudo está legal e que os pagamentos foram feitos dentro daquilo que corresponde às funções.
- A cirurgia realizada para Hugo Soares foi concluída sem quaisquer irregularidades.
O Hospital de Santo António, no Porto, pode ter de devolver 178 mil euros após uma análise da IGAS. A quantia refere-se ao pagamento do médico Eurico Castro Alves, entre 2021 e 2025, enquanto coordenador da equipa de cirurgia adicional, realizada fora do horário normal para acelerar listas de espera. A IGAS sustenta que a retribuição é irregular e pode carecer de registos que comprovem o momento da prestação do serviço.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde aponta acumulações indevidas, responsabilizando a Unidade Local de Saúde (ULS) do Porto pela eventual irregularidade. O médico e a ULS asseguram que toda a atuação ocorreu dentro da legalidade e com fundamentação contratual.
A reportagem também indica que houve uma cirurgia realizada a Hugo Soares sem irregularidades, segundo fontes envolvidas no processo. A LG/ULS não divulgou informações adicionais sobre o desfecho ou prazos para regularização.
Situação atual
A análise da IGAS continua em curso, com avaliação de eventual devolução de verbas e de medidas administrativas a esclarecer. Representantes da ULS reiteram que não houve violação de normas e que os pagamentos foram efetuados segundo os mecanismos de remuneração vigentes. A investigação não aponta, até ao momento, responsabilidades diretas de outros profissionais.
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