- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, criticou atrasos de sete anos na divulgação do Registo Oncológico Nacional, sublinhando a sua importância para acompanhar a evolução da doença e diferenças regionais no tratamento.
- Na intervenção durante a celebração do 85.º aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro, afirmou que existem razões para os atrasos e que é preciso intervir para que os dados sejam publicados com atualização.
- Os registos são fundamentais para avaliar inovações terapêuticas, entender onde se investe melhor e perceber se as taxas de mortalidade variam consoante a região.
- A governante comprometeu-se a acompanhar o tema, esperando evitar perplexidade no futuro e promover avanços na publicação dos dados.
- Destacou progressos na oncologia em Portugal, referindo que, segundo a OCDE, os dados de 2025 indicam mortalidade evitável cerca de 17% abaixo da média europeia, fruto do trabalho dos profissionais de saúde e da qualidade dos cuidados.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, criticou esta sexta-feira atrasos de vários anos na divulgação do Registo Oncológico Nacional. A intervenção ocorreu na sessão comemorativa do 85.º aniversário da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em Lisboa, para destacar a importância dos registos na evolução da doença, na análise de diferenças regionais no tratamento e nas taxas de mortalidade.
Martins questionou as justificações para a publicação com tanto atraso, sublinhando que existem informações atualizadas que deveriam ser partilhadas com a sociedade. A governante afirmou que é necessário identificar e enfrentar as causas do atraso para melhorar a gestão dos registos oncológicos.
Os dados do registo são considerados cruciais para avaliar a eficácia de novas terapias e para orientar investimentos em saúde. A ministra destacou a necessidade de perceber onde existem lacunas e como melhorar a disponibilidade de informação para políticas públicas mais eficazes.
Progresso na oncologia em Portugal
Em relação aos resultados do acesso a cuidados oncológicos, Ana Paula Martins referiu dados da OCDE de 2025 que indicam taxas de mortalidade evitável em Portugal acima da média europeia, destacando que o desempenho recente tem estado associado ao esforço de profissionais de saúde e a infraestruturas de referência no país.
A governante associou o avanço da oncologia em Portugal a hospitais e institutos de referência que prestam cuidados de elevada qualidade, com equipas multidisciplinares altamente qualificadas, dois fatores centrais para os resultados observados.
A ministra ressaltou ainda a importância de neuropsicologia, apoio social e proximidade no tratamento do cancro, defendendo que a intervenção não deve limitar-se apenas ao aspeto clínico. O papel da LPCC na prevenção, literacia em saúde, apoio aos doentes e investigação também foi destacado como essencial para o ecossistema nacional.
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