O Ministério da Saúde de Itália confirmou o primeiro caso de gripe aviária do subtipo H9N2 em um humano, registado na região da Lombardia. A pessoa viajou de outro continente e está hospitalizada em isolamento, com outros problemas de saúde prévios.
A confirmação foi feita na última quarta-feira, com a Comissão Europeia a manter que não há razão para alarme. Eva Hrncirova, porta-voz da saúde da UE, destacou que a situação está sob vigilância e que a maioria dos casos humanos é assintomática.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) informou que não houve transmissão de humano para humano até ao momento. A origem dos casos humanos continua relacionada com contacto próximo com aves infetadas.
Os dados globais indicam 195 casos de H9N2 desde 1998, com duas mortes, segundo o ECDC. O risco para a população em geral é considerado muito baixo, conforme a entidade.
Na região europeia, registaram-se dois casos de H5N1 no Reino Unido, em contextos de contacto prolongado com aves infetadas em quintas. A situação de H5N1 permanece sob vigilância.
Desde Fev de 2024, o CDC dos EUA registra 71 casos de gripe aviária em humanos, segundo fontes oficiais. O avanço da doença tem mantido as autoridades em alerta nos países afetados.
Em Portugal, a DGAV reporta 26 focos de infeção por gripe aviária de alta patogenicidade na época 2025/2026, até 26 de dezembro de 2025. A maioria ocorreu em aves domésticas e explorações comerciais; não foram detectados novos focos desde então.
Situação europeia e nacionais
A UE acompanha a expansão de gripe aviária, com foco em transmissões entre aves. As autoridades reiteram a necessidade de vigilância reforçada em zonas de avicultura, bem como a monitorização de casos humanos raros.
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