- Na sexta-feira, 27 de março, uma grávida com parto marcado no Hospital do Barreiro deu à luz no parque de estacionamento do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sendo transportada pelos Bombeiros da Moita e sem entrar na urgência.
- Um segundo nascimento ocorreu à porta do Hospital de Santa Maria, dentro de uma ambulância dos bombeiros, sem chegada à unidade de urgência.
- Estes partos situam-se uma semana após a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, ter apelado às grávidas para recorrerem ao SNS em vez de optar por partos em casa.
- Os bombeiros de Lisboa chegaram a registar, em 2025, o recorde de dezoito partos em ambulâncias e na estrada, somando quinze casos até ao momento.
- A ministra defende que as urgências externas centralizadas reforçam equipas e asseguram maior segurança no parto, mantendo o objetivo de continuar a acompanhar as grávidas no SNS.
Dois bebés nasceram à porta de um hospital e no parque de estacionamento do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, dentro de ambulâncias dos bombeiros. Os partos não chegaram a tempo de serem assistidos na unidade, numa manhã de sexta-feira, 27 de março.
A ocorrência surge uma semana depois de a ministra da Saúde pedir mais grávidas acompanhadas pelo SNS, em resposta ao número de partos em casa por decisão familiar. O objetivo é reforçar a segurança dos partos no sistema público.
Um caso ocorreu no parque de estacionamento do Santa Maria, após a grávida, com parto marcado no Barreiro, ter sido reencaminhada e transportada pelos Bombeiros da Moita. O bebé nasceu à porta da urgência, ainda sem entrar na área dedicada.
Contexto recente
Bombeiros de Camarate tinham reportado, na terça-feira, um parto ocorrido dentro de uma ambulância, à entrada de um hospital em Loures. Estes episódios elevam o total de partos realizados em ambulâncias em 2025, com várias ocorrências associadas a deslocações para unidades hospitalares.
Medidas em curso
A ministra Ana Paula Martins apontou a criação de urgências externas centralizadas para Ginecologia e Obstetrícia, com equipas mais robustas. A primeira prioridade é assegurar que grávidas recebam acompanhamento adequado no SNS, evitando situações de parto fora de ambiente hospitalar.
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