- Um em cada dez homens desenvolve depressão pós-parto, segundo especialistas ouvidos pelo Público.
- O tema é pouco discutido e existem poucos estudos sobre como os homens lidam com o nascimento de um bebé e com a paternidade.
- Mesmo que o corpo não mude, há um lado emocional na paternidade que pode afetar a saúde mental masculina.
- É importante procurar ajuda se houver sinais de queda emocional acentuada ou dificuldades no cuidado do bebé.
- O Dia do Pai é assinalado nesta quinta-feira, com os especialistas a sublinharem a necessidade de reconhecer a depressão pós-parto masculina.
Um em cada dez homens desenvolve depressão pós-parto, segundo especialistas ouvidos pelo PÚBLICO. A notícia surge a propósito do Dia do Pai, celebrado nesta quinta-feira, e destaca a escassez de dados sobre saúde mental masculina durante a parentalidade.
Mesmo com preparação biológica para a chegada do bebé, o lado emocional da paternidade é real, asseguram os especialistas. A psiquiatra Margarida Albuquerque sublinha que há um componente emocional na experiência de ser pai.
Sintomas podem incluir evitar o cuidado ao bebé, irritabilidade desmesurada e raiva. Não é normal sentir-se assim. A montanha-russa da parentalidade pode exigir apoio profissional, recomendo-se procurar ajuda ao menor sinal de dificuldade.
Sinais e procura de apoio
A falta de estudos sobre paternidade e saúde mental masculina dificulta a compreensão do tema, alertam os especialistas. Profissionais destacam a importância da detecção precoce de sinais e do acesso a serviços de apoio.
Pais podem beneficiar de orientação e de redes de suporte, sobretudo nos primeiros meses após o nascimento. O objetivo é garantir bem-estar do pai e do bebé, sem estigmatização.
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