- A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirma que não há razões para o aumento de partos em ambulâncias com a criação das urgências regionais de obstetrícia.
- As urgências concentradas estiveram em contingência na maior parte de 2025, devido a equipas não completas e maior número de partos que não conseguiam ser realizados.
- Os partos transferiam-se para o Garcia de Orta e Beatriz Ângelo, hospitais de nível 2, por falta de apoio perinatal diferenciado.
- O objetivo é manter partos planeados e programados no Barreiro e em Vila Franca, com a maioria já assegurada por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia.
- O governo está a usar todos os recursos em conjunto, com preocupação maior nos partos extra-hospitalares, especialmente os realizados em domicílio, que não têm equipa nem condições de segurança clínica ideais.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que não existem razões para que o número de partos em ambulâncias aumente com a criação das urgências regionais de obstetrícia. A declaração foi feita na inauguração do Centro de Saúde de Sangalhos, no concelho de Anadia.
Segundo a ministra, as urgências que estão a concentrar sofreram contingência durante grande parte de 2025, o que significou indisponibilidade de equipas completas para acompanhar todos os partos. A opção foi transferir grávidas para unidades de nível 2, como o Garcia de Orta e o Beatriz Ângelo.
A governante explicou que o que já estava a acontecer, de forma maioritária, era o acompanhamento de partos em hospitais com condições adequadas, sem desvalorizar as preocupações existentes. Partos programados devem manter-se no Barreiro e em Vila Franca de Xira, com planos de continuidade.
A-toda a evidência, os partos normais e de baixo risco passam a ser acompanhados por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica, com os partos realizados por estes profissionais igualmente assegurados. A transferência de recursos visa reforçar a cooperação entre estruturas.
A ministra salientou que a prioridade é fortalecer a resposta integrada, utilizando todos os recursos disponíveis para o atendimento obstétrico. Partos extra-hospitalares permanecem sob vigilância, dada a falta de equipas e condições para garantir segurança clínica fora do hospital.
Por fim, Ana Paula Martins ressaltou a preocupação com partos que ocorrem em domicílio, considerados de maior risco. A ministra reiterou que, nesses cenários, a presença de uma equipa e de condições adequadas é essencial para a segurança da mãe e do bebé.
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