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50 anos de planeamento familiar: acesso de imigrantes a contraceção preocupa

50 anos de planeamento familiar: persiste a preocupação com o acesso de mulheres imigrantes a métodos anticoncepcionais eficazes

Miguel Oliveira da Silva lançou recentemente o livro 50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal. O que mudou, o que falta mudar
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  • Há cinquenta anos que Portugal criou as consultas de planeamento familiar, um marco celebrado no contexto de mortalidade materna-infantil, aborto clandestino e utilização de métodos sem orientação.
  • O despacho de Albino Aroso, em 16 de março de 1976, ordenou que todos os centros de saúde tivessem consultas de planeamento familiar, uniformizando o acesso e o conhecimento.
  • Miguel Oliveira da Silva, médico obstetra-ginecologista e primeiro presidente eleito do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, fala sobre a evolução do planeamento familiar e os desafios atuais.
  • O tema é visto como abrangente, com a necessidade de incluir a educação, os afetos e o acesso universal a anticoncepcionais para jovens e imigrantes.
  • O jornalista ressalva que a realidade demográfica e digital contemporânea impõe novos obstáculos e oportunidades ao planeamento familiar em Portugal.

O planeamento familiar comemora 50 anos desde o despacho que instituiu consultas nos centros de saúde em Portugal. A ideia é ampliar o acesso, a educação e a disponibilidade de anticoncepcionais a jovens e imigrantes.

Segundo Miguel Oliveira da Silva, o planeamento familiar não é uma responsabilidade exclusiva das mulheres. O médico enfatiza a importância do apoio aos afetos, da educação e do acesso universal a métodos contraceptivos.

O despacho de 16 de março de 1976, assinado por Albino Aroso, obrigou todos os centros de saúde a disponibilizarem consultas de planeamento. A medida visou uniformizar o acesso e o conhecimento sobre contraceção.

Na altura, o país enfrentava elevada mortalidade materno-infantil, aborto clandestino e métodos contraceptivos sem orientação técnica. O objetivo era reduzir riscos e orientar a população.

Cinquenta anos depois, a evolução é analisada no contexto de uma nova realidade demográfica e digital. O médico e ex-presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida reflete sobre os avanços e os desafios atuais.

Miguel Oliveira da Silva, que também foi o primeiro presidente eleito do CNECV, destaca a necessidade de adaptar as políticas a populações diversas. Entre elas, jovens, imigrantes e utilizadores cada vez mais digitalizados.

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