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Gravações sobre apagão colocam presidente de operadora espanhola em apuros

Gravações revelam alertas prévios de instabilidade na rede, aumentando o escrutínio sobre Beatriz Corredor e a Redeia face ao apagão de abril

Clientes jantam num restaurante iluminado por um gerador durante um apagão em Barcelona, Espanha, segunda-feira, 28 de abril de 2025.
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  • Beatriz Corredor, presidente da Redeia (antiga Red Eléctrica), depôs no Senado sobre o apagão de 28 de abril de 2025; gravações internas divulgadas mostram alertas sobre instabilidade da rede dias antes.
  • Nas gravações, operadores mencionam termos como “pouca inércia no sistema” e “a situação está complicada”, associando as preocupações à geração solar.
  • Corredor sustenta que não há responsabilidade da empresa e baseia-se em relatórios oficiais, incluindo peritos da Entso-e, para dizer que o apagão foi multifatorial, inédito e imprevisível.
  • A bancada da oposição acusa a Redeia de ter recusado fornecer comunicações completas ao Senado, com gravações indicando preocupação técnica em fevereiro, março e abril de 2025.
  • A ex-ministra citou uma oscilação registada às 12h03 numa central fotovoltaica de Badajoz como a “primeira peça do dominó” do apagão, mantendo que eventos anteriores não são relevantes tecnicamente.

Beatriz Corredor, presidente da Redeia, foi ouvida esta semana pela comissão do Senado responsável pela investigação ao apagão elétrico que afetou Portugal e Espanha. As gravações internas, tornadas públicas recentemente, sugerem alertas de instabilidade na rede dias antes do incidente de 28 de abril de 2025.

A dirigente negou qualquer responsabilidade da empresa, citando relatórios oficiais e peritos europeus da Entso-e. Afirma que o apagão foi um fenómeno multifactorial, inédito e imprevisível, e garante que a Redeia atuou com transparência perante as empresas do setor.

Durante a sessão, o senador Miguel Ángel Castellón, do Partido Popular, acusou a Red Eléctrica, hoje Redeia, de não ter disponibilizado comunicações anteriores ao apagão. Fontes do parlamento indicam que, entre fevereiro e abril de 2025, técnicos já discutiam variações de tensão.

Num momento anterior, uma intervenção da ex-ministra da Habitação apontou uma oscilação numa central fotovoltaica de Badajoz às 12h03 como o início do colapso, ainda que tenha sublinhado que eventos anteriores não eram relevantes do ponto de vista técnico.

A comissão ouviu as gravações a título confidencial e não mantém cópias. O relatório final permanece em aberto: a Redeia sustenta que não houve falha de relevo, enquanto os áudios reacendem dúvidas sobre sinais de fragilidade do sistema antes do apagão histórico.

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