Beatriz Corredor, presidente da Redeia, foi ouvida esta semana pela comissão do Senado responsável pela investigação ao apagão elétrico que afetou Portugal e Espanha. As gravações internas, tornadas públicas recentemente, sugerem alertas de instabilidade na rede dias antes do incidente de 28 de abril de 2025.
A dirigente negou qualquer responsabilidade da empresa, citando relatórios oficiais e peritos europeus da Entso-e. Afirma que o apagão foi um fenómeno multifactorial, inédito e imprevisível, e garante que a Redeia atuou com transparência perante as empresas do setor.
Durante a sessão, o senador Miguel Ángel Castellón, do Partido Popular, acusou a Red Eléctrica, hoje Redeia, de não ter disponibilizado comunicações anteriores ao apagão. Fontes do parlamento indicam que, entre fevereiro e abril de 2025, técnicos já discutiam variações de tensão.
Num momento anterior, uma intervenção da ex-ministra da Habitação apontou uma oscilação numa central fotovoltaica de Badajoz às 12h03 como o início do colapso, ainda que tenha sublinhado que eventos anteriores não eram relevantes do ponto de vista técnico.
A comissão ouviu as gravações a título confidencial e não mantém cópias. O relatório final permanece em aberto: a Redeia sustenta que não houve falha de relevo, enquanto os áudios reacendem dúvidas sobre sinais de fragilidade do sistema antes do apagão histórico.
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