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Furtos de toneladas de laranjas preocupam produtores de Silves

Furtos de várias toneladas de laranjas em Silves alimentam venda ambulante na EN125, com risco para a saúde pública e pedido de maior fiscalização

Os produtores alertam que produtos furtados não são tratados e podem prejudicar saúde
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  • Produtores de citrinos do concelho de Silves enfrentam uma onda de furtos de laranjas, com perdas significativas.
  • Um dos produtores estima ter perdido 20 toneladas nas últimas semanas, com prejuízo de cerca de 20 mil euros.
  • Os furtos são praticados por grupos organizados que vendem as frutas ambulantemente, principalmente ao longo da EN125.
  • Há preocupação com a saúde pública, já que algumas laranjas vendidas ilegalmente podem ter menos de 24 horas de tratamento.
  • A Federação Regional de Agricultura vai reunir-se com as forças de segurança; a GNR confirmou duas queixas no último mês, inclusief uma em Algoz que levou a detenção.

Vários produtores de citrinos do concelho de Silves denunciam uma onda de furtos de laranjas com maior incidência nas últimas semanas. O prejuízo pode atingir várias toneladas e representar milhares de euros para as explorações da região, segundo dados recolhidos pela imprensa local.

Nuno Evangelista, filho do proprietário da Parafrutas, aponta para perdas de 20 toneladas num dos pomares nas últimas semanas, com o preço atual da laranja a aumentar o impacto económico e a exportação para a Europa a complicar a estimativa de prejuízos, conforme explicou ao veículo.

Bruno Januário, encarregado da Parafrutas, afirma que o problema ganhou maior dimensão com a chegada do verão e o aumento do fluxo de turistas no Algarve. Na última semana, teriam sido registados seis casos de roubo em diversas propriedades do concelho.

Contexto e modus operandi

Os furtos são realizados por grupos organizados que exportam as frutas para venda ambulante, sobretudo ao longo da EN125 que atravessa o Algarve de ponta a ponta. A ausência de fiscalização eficaz é apontada como um fator facilitador.

Os produtores alertam para o risco à saúde pública, uma vez que algumas laranjas vendidas ilegalmente chegam ao consumidor com menos de 24 horas de tratamento, o que pode comprometer a segurança alimentar. Também se registam fugas ao fisco e comércio irregular.

Pedro Cabrita, produtor de citrinos, reforça que o problema se mantém há anos, com ataques simultâneos a citrinos e frutos secos, causando prejuízos significativos para as diferentes culturas da exploração.

A Federação Regional de Agricultura planeia reunir-se nos próximos dias com forças de segurança e outras entidades para debater medidas de prevenção e fiscalização. A GNR confirmou ter recebido duas queixas no último mês, incluindo um caso recente em Algoz, que resultou na detenção de um suspeito. Ainda assim, a maioria dos furtos não é reportada às autoridades.

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